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domingo, 8 de setembro de 2024

SOFIA/FAO 2024: Aquicultura supera pesca pela primeira vez

A edição de 2024 do relatório "State of World Fisheries and Aquaculture" (SOFIA) da FAO marca um marco histórico na produção global de animais aquáticos. Pela primeira vez, a produção aquícola ultrapassou a pesca de captura, estabelecendo um novo recorde mundial. Este relatório revela que a produção total de pesca e aquicultura alcançou impressionantes 223,2 milhões de toneladas em 2022, um aumento de 4,4% em relação a 2020.



Aquicultura mundial atinge quantidade recorde

A produção global de aquicultura atingiu a cifra inédita de 130,9 milhões de toneladas em 2022, superando a pesca de captura pela primeira vez. Dentro desse total, 94,4 milhões de toneladas foram de animais aquáticos, representando 51% da produção total. Esse crescimento destaca a crescente importância da aquicultura na segurança alimentar e na sustentabilidade global.

Impacto da transformação azul

SOFIA é uma publicação insígnia da FAO que analisa o estado e a saúde das populações mundiais de peixes, além das tendências da pesca e aquicultura em níveis mundial e regional. A edição de 2024 destaca os avanços concretos da Transformação Azul. Esse conceito engloba uma abordagem integrada e sustentável para o desenvolvimento dos sistemas alimentares aquáticos. O relatório mostra como a FAO, em colaboração com seus membros e parceiros, está promovendo a expansão sustentável da aquicultura, a gestão eficaz da pesca e a melhoria das cadeias de valor, priorizando eficiênciasegurança e equidade.

Destaques regionais

Na América Latina e no Caribe, a produção de pesca e aquicultura alcançou 17,7 milhões de toneladas, representando 8% do total global. A região produziu 4,3 milhões de toneladas de aquicultura, o que equivale a 3% da produção mundial. Apesar desse avanço, a América Latina ainda está atrás da Ásia, que domina o mercado global de aquicultura.

Desafios e oportunidades

Embora a produção aquícola esteja em alta, o relatório alerta para a necessidade de ações transformadoras para melhorar a eficiência, a inclusão, a resiliência e a sustentabilidade dos sistemas alimentares aquáticos. Essas medidas são cruciais para fortalecer o papel da aquicultura na luta contra a insegurança alimentar, na redução da pobreza e na governança sustentável.

Consumo e futuro

consumo aparente global de alimentos de origem aquática atingiu 162,5 milhões de toneladas em 2021, refletindo um aumento significativo na dieta mundial. No entanto, o consumo per capita na América Latina e no Caribe é de 10,7 kg, ainda abaixo da média global de 20,7 kg. A FAO prevê um aumento de 10% na produção de animais aquáticos até 2032, com o consumo também crescendo para atender à demanda global.

Conclusão

O relatório SOFIA 2024 sublinha a importância crescente da aquicultura no contexto global e destaca o papel vital das políticas e práticas sustentáveis para o futuro do setor. É um convite para explorar mais sobre as conquistas e desafios da pesca e da aquicultura e para continuar caminhando em direção a um futuro mais sustentável e equitativo.

Para acessar o relatório completo, visite: FAO – The State of World Fisheries and Aquaculture 2024.

Fonte: https://infopeixe.com.br/sofia-fao-2024-aquicultura-supera-pesca-pela-primeira-vez/

terça-feira, 6 de março de 2018

Piscicultura brasileira cresce 8% em 2017 e atinge 697 mil t. País já é o 4º maior produtor mundial de Tilápia


A Tilápia é a mais importante espécie de peixes cultivados do Brasil. Fonte: PEIXE BR.
A Piscicultura brasileira produziu 697 mil toneladas de peixes de cultivo em 2017. Esse resultado é 8% superior ao de 2016 (640.510 t). A informação é da Associação Brasileira da Piscicultura (PEIXE BR) e faz parte do Anuário da Piscicultura Brasileira – edição 2018, que acaba de ser publicado.

A Tilápia é a mais importante espécie de peixes cultivados do Brasil. Segundo levantamento inédito da Associação Brasileira da Piscicultura, a espécie representa 51,7% da Piscicultura nacional, com 357.639 toneladas em 2017.

A segunda posição não é de uma espécie em si, mas de uma categoria de peixes: os nativos. De acordo com a pesquisa da PEIXE BR, liderados pelo Tambaqui os nativos representam 43,7% da produção brasileira: 302.235 toneladas.

Outras espécies, entre as quais destacam-se Carpas e Trutas, representam 4,6% da produção brasileira de peixes de cultivo em 2017, com 31.825 toneladas. A pesquisa da PEIXE BR em todo o Brasil mostra, pela primeira vez, os números da Tilápia no país, comprovando sua viabilidade em termos produtivos e como negócio, já que a espécie está presente nos maiores e mais recentes empreendimentos, sobretudo na região Sul/Sudeste.

“A autorização para produção da Tilápia em estados com grande potencial de desenvolvimento da Piscicultura, como Tocantins e Mato Grosso, também mostra que a participação da espécie na Piscicultura brasileira deve crescer ainda mais no futuro”, complementa Francisco Medeiros, presidente executivo da PEIXE BR.

Brasil, 4º maior Produtor de Tilápia

A produção brasileira de Tilápia foi de 357.639 toneladas em 2017, de acordo com levantamento da Associação Brasileira da Piscicultura (PEIXE BR). Esse resultado coloca o Brasil entre os quatro maiores produtores do mundo, atrás de China, Indonésia e Egito.

De acordo com o Relatório Intrafish, respeitada publicação da Noruega, a China lidera o ranking com 1,8 milhão de toneladas de Tilápia por ano. A Indonésia está na segunda posição, com 1,1 milhão/t, e, depois, o Egito, com 800 mil t/ano. Após o Brasil, vêm Filipinas (311,6 mil t) e Tailândia (300 mil t).

O Paraná é o maior produtor de Tilápia do Brasil, com 105.392 toneladas. A espécie participa com 94% da produção total de peixes cultivados do estado. A Tilápia também está presente com força de São Paulo. Nada menos do que 95% da produção do estado – equivalentes a 66.101 t – são de Tilápia.

O terceiro maior produtor de Tilápia do Brasil é Santa Catarina, com 32.930 t (74% do total). Depois vêm Minas Gerais, com 27.579 t (95% do total), e Bahia, com 22.220 t (81% do total). Juntos, os cinco estados maiores produtores de Tilápia do Brasil representam 64,9% da produção nacional.

Paraná é maior produtor de peixes de cultivo do Brasil

Paraná mantém-se na liderança entre os estados produtores de peixes de cultivo, com 112 mil toneladas em 2017. O aumento foi de 19,3% em relação a 2016.

A segunda posição permanece com Rondônia, agora com 77 mil toneladas e crescimento de 2% sobre o resultado de 2016. A terceira posição continua com São Paulo. O estado atingiu a produção de 69.500 toneladas, com elevação de 6,3% sobre o ano anterior. A quarta posição no ranking estadual permanece com Mato Grosso. O estado cresceu 3,5% em 2017, atingindo 62.000 toneladas. Santa Catarina está na 5ª posição, com produção de 44.500 toneladas de peixes cultivados em 2017.

Rondônia lidera produção de peixes nativos

Rondônia e Amazonas (região Norte), Mato Grosso e Goiás (região Centro-Oeste) e Maranhão (região Nordeste) são os maiores produtores de peixes nativos do Brasil. A pesquisa da Associação Brasileira da Piscicultura (PEIXE BR) não detalha, em percentual, as espécies nativas mais produzidas, porém a liderança é do Tambaqui, Pirapitinga, Pacu e seus híbridos, principalmente Tambatinga.

Rondônia lidera o ranking, com 100% de sua produção (77 mil t, em 2017) de espécies nativas. Mato Grosso aparece em segundo lugar, com 60.134 t (97% do total). Na sequência, vêm Amazonas, com 100% da produção de peixes nativos (28 mil t), Maranhão, com 90% das 26.500 t, e Pará, com 97,2% da produção total de 20 mil t.

Os cinco estados, juntos, representam 69% da produção total de peixes nativos, lembrando que estas espécies estão mais disseminadas pelo Brasil – especialmente pelas regiões Norte, Centro-Oeste e Nordeste. De acordo com o levantamento da PEIXE BR, somente no Distrito Federal não há cultivo de peixe nativo.


Fonte: PEIXE BR.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

Aquicultura brasileira cresce 123% em dez anos

Foto: Jefferson Christofoletti.
Chegada de novas empresas, rápida profissionalização e intensificação tecnológica foram alguns dos fatores observados na aquicultura brasileira, que apresentou crescimento de 123% entre 2005 e 2015, passando de 257 mil para 574 mil toneladas de pescado nesse período. Foi o que mostrou estudo realizado pelos pesquisadores Manoel Pedroza, Andrea Muñoz, Roberto Flores e Eric Routledge, da Embrapa Pesca e Aquicultura (TO), e apresentado na conferência deste ano do International Institute of Fisheries Economics and Trade (IIFET), em Aberdeen, Escócia.

O trabalho chama a atenção porque o setor, dedicado à produção de seres aquáticos como peixes e crustáceos, costumava ser caracterizado no Brasil por empreendimentos de pequeno porte, sistemas extensivos de produção e baixo nível tecnológico, com exceção da produção de camarões no Nordeste, a carcinicultura.

Pedroza associa essas mudanças ao aumento da demanda por pescado no mercado nacional, que registrou taxas de crescimento anuais superiores a 10% no mesmo período. No entanto, o estudo detectou que a recente crise econômica nacional também repercutiu no crescimento do setor em 2015, o qual cresceu apenas 2% com relação a 2014, passando de 563 mil para 574 mil toneladas.

O bom desempenho da aquicultura brasileira despertou o interesse de importantes instituições financeiras como o banco holandês Rabobank, maior financiador mundial do setor agrícola. A instituição holandesa e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) consideram o Brasil um importante ator da aquicultura mundial, situando-o em patamar semelhante ao de países com tradição no setor como Chile, Vietnã e Noruega. Atualmente, o Brasil registra a 14ª maior produção aquícola do mundo de acordo com a Organização das Nações Unidas para Alimentação e a Fome (FAO).

Investimentos em aquicultura

Foto: Jefferson Christofoletti.
Os pesquisadores registraram a entrada de empreendimentos privados de maior porte na cadeia brasileira da aquicultura. O Município de Selvíria, em Mato Grosso do Sul, recebeu um investimento de 160 milhões de reais em um complexo que incluiu fábrica de ração, alevinagem, engorda e processamento de tilápia. Em Tocantinópolis (TO) houve construção de fábrica de ração e viveiros de engorda para a cadeia de tambaqui e pintado, mesmas espécies produzidas em Sorriso (MT), município onde foram investidos R$ 22 milhões para a instalação de frigorífico e fábrica de ração para peixes. A cidade de Almas, no Tocantins, já conhecida como polo aquícola do estado, recebeu instalações para engorda e processamento de tambaqui, pintado, matrinxã, piau, curimba e pirarucu.

Pedroza destacou também a recente fusão de duas grandes empresas brasileiras de processamento de pescado, a Geneseas e a DellMare. Anunciada no último dia 18 de novembro, a nova companhia é vinculada a um fundo de investimento focado no agronegócio e produzirá 12 mil toneladas de tilápia por ano e três mil toneladas de camarão vannamei (Litopenaeus vannamei). "Esse é mais um sinal da força e maturidade desse setor no Brasil que começa a contar com grandes players a exemplo do que já ocorre com a cadeia produtiva da avicultura", compara o especialista.

O estudo identificou também aumento no preço da ração e estabilização no preço do pescado no País no período analisado. "Caso o aumento da produção aquícola nacional continue no ritmo de 10% ao ano, é de se esperar que essa tendência de estabilização dos preços do pescado se mantenha, ao menos no curto e médio prazos", acredita o pesquisador Manoel Pedroza para quem o preço competitivo do produto importado representa uma forte pressão para manter o pescado brasileiro com preços competitivos.

Além dos investimentos privados, o aumento na escala de produção tem sido provocado também pela organização dos produtores. Os pesquisadores observaram a formação de organizações como cooperativas, associações e modelos produtivos alternativos como o condomínio de piscicultura, que dilui custos importantes.

Segundo dados do IBGE para o ano de 2015, a produção de peixes de água doce é a principal categoria dentro da aquicultura brasileira respondendo por 84% da produção aquícola do País. A aquicultura marinha responde por apenas 16% da produção total, sendo composta pela carcinicultura (12%) e pela produção de ostras, vieiras e mexilhões (4%).

Entre as espécies de peixe, a tilápia (Oreochromis niloticus) e o tambaqui (Colossoma macropomum) respondem por 62% da produção nacional, de acordo com dados coletados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE, 2016).

Figura 1 – Produção da aquicultura brasileira em 2015 por espécie, em percentual do total produzido. Fonte: IBGE/SIDRA.

Intensificação tecnológica

Os pesquisadores comparam o desenvolvimento da aquicultura ao que ocorreu na cadeia de produção da avicultura nacional, que elevou seu patamar tecnológico e hoje é uma das principais pautas da carteira de exportações do Brasil. O maior emprego tecnológico ocorreu, de acordo com a pesquisa, na cadeia produtiva do peixe mais produzido no Brasil, a tílápia, que responde por 38% da produção nacional. "Originária da África, a tilápia-do-nilo é produzida em vários países e possui pacote tecnológico bastante avançado", conta a economista Andrea Muñoz, pesquisadora da Embrapa que participou do estudo.

Boa parte dessas informações foi obtida por meio de painéis nos principais polos produtores de tilápia no Brasil: Paraná, Ceará, Bahia, Pernambuco e Minas Gerais. Essas atividades foram realizadas no âmbito do Projeto Campo Futuro da Aquicultura, coordenado pela Embrapa Pesca e Aquicultura, que detectou a intensificação de tecnologias, como os aeradores em viveiros que permitem maior densidade de cultivo; o alimentador automático, que reduz custos de mão de obra e aumenta a precisão na dosagem de rações e a despesca automática.

Outra tecnologia encontrada pelo projeto foi o emprego de programas de melhoramento genético da tilápia, que permitiu avanços de conversão alimentar a qual diz respeito à relação de ganho de peso com a quantidade de ração consumida. O melhoramento também é capaz de reduzir o ciclo de produção e proporcionar animais com maior rendimento de filé.

"Por se tratar de uma espécie exótica produzida há décadas em diversos países, e cujo pacote tecnológico está relativamente bem desenvolvido, a tilápia apresenta indicadores zootécnicos bem superiores comparados aos do tambaqui, que ainda conta com um nível tecnológico limitado," diz a pesquisadora.

O trabalho mostra que a biodiversidade da fauna aquática brasileira é, ao mesmo tempo, vantagem competitiva e gargalo ao desenvolvimento para a inovação tecnológica. "Isso acontece porque cada espécie de peixe apresenta diferentes demandas, o que leva à priorização de poucas espécies a serem desenvolvidas. Essa característica é encontrada em grandes países piscicultores como Noruega, Chile, China e Vietnã", esclarece o pesquisador Manoel Pedroza.

Outro grande desafio para a pesquisa aquícola no Brasil é desenvolver soluções que abordem a diversidade climática encontrada nos cultivos, uma vez que a piscicultura é praticada em todos os estados brasileiros.

O estudo considera ainda o pirarucu (Arapaima gigas) uma das mais promissoras espécies de peixe do Brasil. Apesar de ser muito apreciado e apresentar bom rendimento, os pesquisadores lembram que há grandes desafios que comprometem a estruturação de sua cadeia produtiva. Entre os obstáculos mais críticos, está o baixo domínio de sua reprodução em cativeiro e a oferta irregular de alevinos (animal jovem), o que faz o preço desse insumo representar quase 25% do custo operacional efetivo da atividade. Em uma comparação, alevinos de tambaqui representam apenas 1,6% desse mesmo custo.

Foto: Jefferson Christofoletti.
"Quando os desafios tecnológicos relacionados à reprodução forem superados, consequentemente haverá maior disponibilidade de alevinos e o custo desse insumo cairá, melhorando a viabilidade econômica do cultivo do pirarucu", acredita Pedroza.



domingo, 17 de janeiro de 2016

Onde obtenho dados estatísticos oficiais para aquicultura no Brasil?

Olá empreendedores e demais interessados em assuntos aquícolas, segue abaixo uma informação importante para quem acompanha as estatísticas referentes a produção de pescados. Muitos se perguntaram após a absorvição do Ministério de Pesca e Aquicultura - MPA pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento - MAPA, e antes mesmo de sua extinção, os dados estatísticos encontravam-se indisponíveis para download, deixando estudantes, pesquisadores e profissionais sem dados estatísticos oficiais para base para elaboração de trabalhos e projetos, dificultando e muito a qualidade dos mesmos. 

Graças a um acordo entre o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE e o Ministério da Pesca e Aquicultura, assinado em setembro de 2013, no mesmo ano a Pesquisa da Pecuária Municipal - PPM sofreu reformulações em seu conteúdo. A principal novidade é a introdução da investigação da produção da aquicultura. Portanto, no PPM de 2013, você terá acesso a dados estatísticos referentes a produção de pescado advindos da aquicultura para o ano de 2013 no Brasil.

A PPM do IBGE é realizada anualmente desde 1973, e por meio dela são levantados os dados municipais da atividade pecuária - para mais informações acesse aqui.

Acesse o link para download em PDF da Pesquisa da Pecuária Municipal - PPM de 2013, ou baixe diretamente por esse link AQUI.

O Brasil possui grande potencial para o desenvolvimento da aquicultura devido à sua vasta área territorial (8,5 milhões de km2 ), farta disponibilidade de água potável, extensa orla marítima (8 698km1 ) e condições climáticas favoráveis. Nesse sentido, ainda há um grande potencial da aquicultura a ser explorado, gerando novos empregos, renda e alimentos de alto valor biológico. 

Segundo a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (Food and Agriculture Organization of the United Nations - FAO), a aquicultura é provavelmente o setor produtor de alimentos que mais cresce no mundo. É praticada em vários países, sendo uma importante fonte de renda e de proteína animal, com papel relevante na segurança alimentar. Outro importante papel da atividade é a redução da pressão ambiental sobre as espécies obtidas por meio da pesca (extração animal), que tem reduzido a biodiversidade e a quantidade de diversas espécies, resultando na estagnação da produção pesqueira. 

A criação de espécies aquícolas em cativeiro é a resposta para aumentar a produção e a oferta de tais produtos para alimentação humana, como peixes e camarões. 

A PPM 2013 teve como novo desafio retratar o desempenho da aquicultura nacional (continental e marinha) em cada um dos 5.570 municípios brasileiros. A pesquisa passa a investigar anualmente a piscicultura (alevinagem e engorda), a carcinicultura (criação de camarões e suas larvas e pós-larvas), a malacocultura (criação de ostras, vieiras e mexilhões e suas sementes) e a criação de outros animais da aquicultura (rãs, jacarés etc.). Como particularidade da pesquisa, não são consideradas as produções de estabelecimentos com finalidade de lazer, como pesque-pague e hotel fazenda. Todas as 27 Unidades da Federação e 2.618 municípios apresentaram informações sobre algum dos produtos da aquicultura.