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sexta-feira, 29 de março de 2024

CNA discute iniciativas para a cadeia da aquicultura

 


Brasília (20/03/2024) - A Comissão Nacional de Aquicultura da CNA discutiu iniciativas para melhoria da cadeia produtiva em reunião na última quarta (20/03/2024).

O presidente da comissão, Francisco Hidalgo Farina, afirmou que construir um plano de ação é fundamental para organizar as demandas e definir as prioridades.

“Queremos trazer estabilidade à cadeia em relação à sanidade, qualidade da produção e, por consequência, mercado. Em uma cadeia ainda tão pequena a possibilidade de crescimento é real. Por isso, precisamos estabilizar a cadeia produtiva e melhorar os custos da produção.”

A regularização de protocolos sanitários de importação de pescados é uma das ações para 2024.

“A iniciativa pretende garantir a sanidade dos animais frente à introdução de doenças exóticas ou emergentes no Brasil e a qualidade do produto que chega à mesa do consumidor”, explicou a assessora da comissão, Kalinka Koza.

A comissão também discutiu licenciamento ambiental, formação técnica e iniciativas para os setores da carcinicultura (criação de camarões) e maricultura (produção de mariscos).

A comissão contou com a participação de representantes das federações de agricultura e pecuária dos estados, da diretora-geral de Aquicultura e Pesca da Embrapa, Daniele Bem Ruiz, e da coordenadora geral da Secretaria de Aquicultura e Pesca do Ministério da Aquicultura e Pesca, Luciene Mignani.

Assessoria de Comunicação CNA

Fonte: https://cnabrasil.org.br

sábado, 29 de agosto de 2020

CNA mostra impactos da reforma tributária para a aquicultura

 


Brasília (27/08/2020) – A Comissão Nacional de Aquicultura da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) reuniu, na quinta (27/08), produtores rurais e representantes das federações estaduais de agricultura e das administrações regionais do Senar para apresentar os impactos das propostas de reforma tributária no setor.

O presidente da Comissão Nacional de Aquicultura da CNA, Eduardo Ono, expôs preocupação em relação à reforma tributária. O tema tem sido discutido pelas comissões nacionais e em lives do Sistema CNA para mobilizar Federações, sindicatos e produtores rurais sobre os prejuízos que poderão ser causados pelo aumento de impostos.

“O assunto é muito crítico e, por isso, é necessário entender os detalhes das propostas para que possamos sensibilizar os parlamentares nas bases quanto à necessidade de não haver prejuízos ao setor”, destacou.

CNA é favorável a uma reforma que simplifique o sistema tributário, que resguarde a segurança jurídica e que não aumente a carga tributária para a sociedade e o setor agropecuário.

O coordenador do Núcleo Econômico da CNA, Renato Conchon, destacou que, entre outros prejuízos, as propostas podem gerar aumento do custo de produção e da carga tributária do setor.

“Concordamos que a reforma tributária é necessária para o país, mas é importante simplificar a carga tributária e não aumentar os encargos de forma global e setorial. Nesse sentido, a CNA está sensibilizando os representantes do poder público quanto à relevância do tema”.

O assessor técnico do Núcleo Econômico da CNA, Paulo André Camuri, detalhou os principais pontos das propostas e mostrou, na prática, o impacto da PEC 45 na produção de tambaqui, tilápia e camarão a partir dos custos de produção referenciados pelo projeto Campo Futuro, da CNA.

Outro tema da pauta foi o lançamento do seguro para a aquicultura, que é esperado há muito tempo pelo setor. O projeto Monitor do Seguro Rural, lançado em julho pelo Ministério da Agricultura em parceria com a CNA, tem o apoio de várias entidades representativas para auxiliar o produtor rural quanto ao tema.

“Esse projeto mostra como o produtor pode acessar a subvenção ao seguro. Na apresentação ao setor aquícola que ocorreu na sexta (28/08), os aquicultores tiveram a oportunidade de mostrar ao Ministério e para as seguradoras as suas demandas para que os produtos sejam aperfeiçoados e que garantam resultados efetivos”, destacou a assessora técnica da Comissão Nacional de Política Agrícola da CNA, Fernanda Schwantes.

“Para o setor, o seguro é uma ferramenta que ajudará, inclusive, na profissionalização da aquicultura. Na medida em que os produtores buscam o seguro, isso vai elevar a qualificação do setor. Essa é uma demanda que buscávamos há bastante tempo”, destacou Eduardo Ono.

Conheça o guia desenvolvido pela CNA e pelo Ministério da Agricultura sobre seguros rurais: www.cnabrasil.org.br.

Fonte: www.cnabrasil.org.br

sexta-feira, 10 de julho de 2020

Programa CNA JOVEM abre inscrições



O PROGRAMA JOVENS LÍDERES DO AGRO - CNA JOVEM

O Programa Jovens Líderes do Agro – CNA Jovem é uma iniciativa estratégica do Sistema CNA/Senar que fomenta a liderança empreendedora e desafia a juventude a alcançar maior protagonismo no setor. Voltado para jovens com idade entre 22 e 30 anos, formação técnica ou superior e vínculo com o agro, o programa oferece capacitação em técnicas de inovação e liderança com a finalidade de produzir um elenco de iniciativas com resolutividade para desafios do setor, além de proporcionar um grande desenvolvimento pessoal e profissional como líder.

A inscrição é gratuita e ocorrerá somente via internet, por meio do endereço eletrônico www.cnajovem.org.br, no período entre 08:00 horas do dia 10 de julho de 2020 e 23:59 horas do dia 31 de julho de 2020 (horário oficial de Brasília/DF).


sexta-feira, 5 de junho de 2020

Faculdade CNA (Polo Santa Izabel) marcou presença na Jornada Acadêmico-Científico da Faculdade CNA

Comissão de Aquicultura da CNA debate revisão e modernização de atos normativos



Brasília (DF) – Com o objetivo de discutir a revisão e a modernização de atos normativos que impactam a atividade da aquicultura, a Comissão Nacional de Aquicultura da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) se reuniu ontem (04/06), por videoconferência.

A abertura do encontro teve a presença do secretário nacional de Aquicultura e Pesca, Jorge Seif Junior, que destacou que o setor tem grande potencial de crescimento, mas ainda é deixado a segundo plano em relação aos mecanismos de financiamento, como o crédito rural.

“O aquicultor brasileiro não tem o suporte financeiro que outras cadeias têm para investir na produção. Precisamos incluir o setor na lista de prioridades dos governos e fortalecer a indústria de pescado, que é um elo fundamental da cadeia produtiva, além de fazer um trabalho de conscientização da importância desse setor”.

Para o presidente da Comissão, Eduardo Ono, um dos maiores gargalos da aquicultura é o licenciamento ambiental. “Precisamos construir uma agenda conjunta da cadeia produtiva para sensibilizar os estados sobre essa questão. O Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) é uma das portas para discutir formas de simplificar e desburocratizar o licenciamento no Brasil”.

Um dos assuntos discutidos na reunião foram as propostas de revisão da Resolução Conama nº 413/2009, que trata das normas e critérios para o licenciamento ambiental da aquicultura. Segundo o assessor técnico da Comissão de Meio Ambiente da CNA, João Carlos De Carli, a resolução já tem mais de 10 anos, portanto, está desatualizada e precisa passar por uma revisão.

Eduardo Ono explicou que os principais pontos sugeridos se referem aos enquadramentos e à possibilidade de haver o licenciamento por adesão e compromisso. “É uma espécie de código de conduta onde o empreendedor concorda com as regras e se prontifica a segui-las. É um modelo que já funciona muito bem fora do Brasil”.

As alternativas para a modernização e melhoria da Portaria nº 145/1998, do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama), que estabelece normas para introdução, reintrodução e transferência de organismos aquáticos para fins de aquicultura, também foram tema da pauta.

“Vários pontos estão ultrapassados devido à legislação e normativas mais recentes. O próprio Ibama já tem esse assunto na pauta de trabalho deles”, explicou o presidente da Comissão.

Por fim, o colegiado abordou a revisão do Decreto nº 4895 de 2003, que regulamenta a criação de espécies aquáticas em águas de domínio da União. De acordo com Ono, a proposta de revisar o ato normativo é para simplificar e agilizar esse processo de autorização.

“O Ministério da Agricultura é responsável por receber o pedido do empreendedor e repassar para os outros ministérios e secretarias aprovarem. O problema é que o Decreto amarrou todos esses órgãos e isso causa demora na tramitação. A mudança fundamental é que passe a ser feito de forma bilateral e não multilateral”, esclareceu o representante da CNA.

Fonte: www.cnabrasil.org.b

sexta-feira, 29 de maio de 2020

Jornada Acadêmico-Científica da Faculdade CNA 2020.1




A Faculdade CNA realiza semestralmente a sua Jornada Acadêmico-Científica. A instituição de ensino reúne palestrantes de renome, professores, coordenadores e alunos dos cursos presenciais e a distância em uma programação com palestras, apresentações de trabalhos de iniciação científica e projetos de pesquisa, com foco principal no Agronegócio. Serão três dias  com uma troca intensa de conhecimentos e experiências com quem mais entende sobre a gestão agropecuária no País. A programação conta com as palestras do Dr. Agro (Marcos Fava Neves), da influencer do Agro (Eveline Alves) e do professor Dr. Gustavo Baptista, especialista em sensoriamento remoto. 

A Inscrição pode ser realizada gratuitamente AQUI.

Confira a programação: 




quarta-feira, 18 de dezembro de 2019

Curso de Georreferenciamento é realizado no CAIC

Aula de campo com os participantes do Curso de Georreferenciamento.
No período de  25 a 29 de novembro realizei na qualidade de Instrutor SENAR na Escola Estadual de Ensino Médio Irmã Albertina Leitão, mais conhecida por CAIC, localizada no município de Santa Izabel do Pará, o curso de Georreferenciamento. Curso promovido pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural - SENAR-PA, com mobilização do Sindicato dos Produtores Rurais de Santa Izabel do Pará e Santo Antônio do Tauá  -SINPRIZ. 

O curso foi demandado pela Profa, Edineuza, que é docente da Escola, com o objetivo a fornecer aos alunos do curso Técnico de Agropecuária mais um oportunidade de formação, sendo o Georreferenciamento uma das áreas de atuação desse profissional. Sendo assim, o Senar atendeu essa demanda, ofertando o curso de Georreferenciamento aos alunos da escola. 

Aula Teórica.
Prática de Campo.

Ao todo foram 20 alunos inscritos, onde foram visto ao longo da semana, assuntos específicos para o entendimento do que é o Georreferenciamento. O foco do curso era no georreferenciamento de propriedades rurais. Portanto, o curso foi dividido em duas partes - aulas teóricas e aulas práticas.

Durante a aula teórica foram abordados diversos assuntos, como o conceito de Georreferenciamento, Sistema GNSS, Cartografia Básica e Geoprocessamento. E nas aulas práticas, realizou-se uma aula de campo para a coleta de dados geográficos com uso de GPS, e em laboratório, foram processados os dados obtidos em campo, sendo apresentado os softwares Google Earth e Qgis 2.18.

Sobre o Curso
Esse curso de Georreferenciamento foi muito satisfatório para mim, pois assuntos referentes ao geoprocessamento, georreferenciamento e geotecnologias sempre chamaram minha atenção, e é algo que gosto de estudar e de trabalhar. Esse conhecimento tem auxiliado em vários trabalhos e certamente ajudará os alunos que participaram do curso. 

Destaco aqui o auxilio e apoio do meu amigo Técnico em Meio Ambiente, Antonio Nonato C. dos Reis, que é atualmente discente do curso Tecnologia em Geoprocessamento da Universidade Federal do Pará, Campus Ananindeua, e também profissional atuante em geotecnologias aqui no Estado, onde contribuiu bastante para as aulas e conhecimentos práticos, aqui fica registrado meu muito obrigado. 

Agradeço também a Profa. Edineuza, que é Engenheira Agrônoma, sendo a solicitante do curso de Georreferenciamento, me recebeu super bem, pessoa incrível, que certamente iremos fechar mais parcerias. Na oportunidade, agradeço ao Sinpriz pela confiança em meu trabalho.

Técnico Antonio Nonato, Instrutor Aderson Sousa e Profa. Edineuza.

Sobre a Escola
A Escola Estadual de Ensino Médio Irmã Albertina Leitão, é uma escola que oferta cursos técnicos Profissionalizantes, nas modalidades Integrado e Subsequente. Para o ano de 2020, serão ofertados 06 cursos técnicos, são eles:
  • Informática;
  • Administração;
  • Segurança no Trabalho;
  • Agropecuária;
  • Secretária Escolar;
  • Recursos Humanos.

Para mais informações, entre em contato: (91) 98873-9368; (91) 98191-1832.


quarta-feira, 26 de setembro de 2018

Aquicultura: setor reclama da burocracia para conseguir licenças ambientais

Para aumentar os números da produção nacional, a proposta é unificar e informatizar os pedidos de licenciamento ambiental

Cultivo de Tambaqui em Itapuã. Foto: Irene-Mendes.
Pelo menos 3 mil pedidos de licença ambiental para o setor de aquicultura esperam há mais de 10 anos em Brasília para serem aprovados. Os produtores reclamam da burocracia, que segundo eles, impede a expansão do setor que tem amplo potencial de crescimento, já que o nosso país produz apenas dois terços do pescado consumido no mercado interno.

Representante da Associação dos Produtores de Peixe de Rondônia, Francisco Hidalgo Farina, reclama da morosidade em conseguir licenças ambientais no estado. “Os órgãos competentes não têm mão de obra disponível e, conhecedora da cadeia produtiva, e logo criam um desconforto na execução ou na deliberação das outorgas, justamente por falta de conhecimento”, contou.

Já o presidente da Comissão Nacional de Aquicultura da CNA, Eduardo Ono, atribui as dificuldades dos criadores à falta de legislação específica em cada estado, seguindo orientações do Conselho Nacional do Meio Ambiente.

“Em alguns estados da federação, a gente tem legislações próprias para licenciamento e regularização da aquicultura e em outros estados, pela ausência desse documento específico para atividade, o licenciamento acaba caindo dentro de um bolo geral de licenciamento de outras atividades. Muitas vezes o aquicultor recebe uma exigência de estudos ambientais que são os mesmos estudos demandados por um posto de gasolina. São coisas sem cabimento”, falou Ono.

Estes entraves vêm impedindo a expansão do setor.  O país produz 1,5 milhão de toneladas de pescado ao ano, apenas dois terços dos 2,2 milhões de toneladas consumidas anualmente. Para aumentar os números, a proposta é unificar e informatizar os pedidos de licenciamento ambiental.

“A proposta que nós temos é que esse processo passe a ser algo parecido com a declaração de Imposto de Renda de uma pessoa física, por exemplo. Tem um conjunto de regras claras e objetivas, um sistema informatizado para declarar o que precisa ser declarado e o próprio sistema faz uma primeira análise, cruzando com informação do Cadastro Ambiental Rural (CAR) e quem prestou as informações dentro da coerência, deveria ter uma licença ambiental automaticamente obtida”, disse Eduardo Ono.

Mesmo em estados que já possuem legislações específicas, os criadores encontram dificuldade para conseguir os licenciamentos ambientais. A Secretaria Especial de Aquicultura e Pesca (Seap), criada em abril deste ano, vinculada à Casa Civil, diz que órgãos como Agência Nacional de Águas, Ibama e Marinha do Brasil também são responsáveis por emitir pareceres relacionados à implantação de estruturas de aquicultura, o que pode atrasar os processos.

“No caso da secretaria, nós tínhamos cerca de 2.182 processos e, de janeiro pra cá, nós conseguimos colocar todos eles no Sistema Nacional de Aquicultura de Águas da União. Com isso, nós efetuamos os pareceres de aquicultura e de geoprocessamento e atualmente estão na nossa carga somente os processos de 2018, os demais estão distribuídos nos demais órgãos competentes para os pareceres devidos”, concluiu João Crescêncio, diretor da Seap.

Produção de peixes em Rondônia. Foto: Ésio Mendes e Marcelo Gladson.



quinta-feira, 19 de abril de 2018

CNA participa de workshop sobre aquicultura



Brasília (DF) – A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) participou de um workshop promovido pela Embrapa Pesca e Aquicultura, em Palmas (TO), para debater as ações do Projeto BRS Aqua.

De acordo com o assessor técnico da CNA, Victor Ayres, o objetivo do projeto é gerar e transferir tecnologias com foco na inovação e aumento de competitividade e sustentabilidade de quatro cadeias produtivas de pescado: tambaqui, tilápia, camarão e bijupirá.

“A ideia do workshop foi debater a situação das cadeias produtivas e também estabelecer vínculo inicial com parceiros potenciais para execução do projeto nos polos produtivos selecionados”, disse Victor.

O assessor explicou que o projeto abrange ações sobre genética, nutrição e alimentação, sanidade, manejo e gestão ambiental, tecnologia do pescado, economia do setor aquícola.

No final do evento, os participantes do workshop elaboraram uma carta de intensões para formalizar parcerias nos polos produtivos das quatro cadeias produtivas envolvidas.


quarta-feira, 18 de abril de 2018

CNA lança publicações sobre biosseguridade e doenças na aquicultura


Brasília (DF) - A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) lançou duas publicações de interesse para os aquicultores brasileiros, na ultima terça-feira (17), durante a reunião da Comissão Nacional de Aquicultura da CNA, na sede da entidade.

O “Manual Técnico – Biosseguridade e resposta a emergência sanitária para a produção de animais de aquicultura” tem como objetivo orientar o produtor no processo de desenvolvimento das boas práticas de manejo nas propriedades aquícolas, principalmente para evitar a ocorrência de doenças nos plantéis.

Serão abordados temas como descontaminação e destinação de material de risco em aquiculturas, emergência sanitária, repovoamento e medidas de biosseguridade para evitar reintrodução de patógenos e fundos indenizatórios.

Já a publicação “Doenças de Animais Aquáticos de Importância do Brasil – Manual de Identificação no Campo” vai auxiliar os produtores envolvidos em maricultura, ostreicultura, piscicultura, carcinicultura e outros a reconhecer doenças de importância para a aquicultura nacional.

Nela, poderão ser encontradas informações sobre como notificar a ocorrência ou a suspeita de doenças e esclarecimentos sobre infecções específicas de moluscos, de crustáceos, de peixes e de anfíbios.

Segundo o assessor técnico da CNA, Victor Ayres, a aquicultura é a atividade agropecuária que mais cresce no Brasil – aproximadamente 12% ao ano – e desempenha papel significativo no fornecimento mundial de alimentos. Entretanto, um dos principais desafios para o aumento da produção de pescado é o controle de doenças nos cultivos.

“A nossa intenção é fazer com que o produtor consiga diagnosticar os problemas, estruturar a sua propriedade e ter o controle contínuo de boas práticas. Dessa forma vamos aumentar a produtividade, reduzir prejuízos econômicos e, com certeza, abrir novos mercados para os nossos produtos”, destacou Victor Ayres.

As versões digitais das duas publicações poderão ser acessadas gratuitamente no site da CNA (www.cnabrasil.org.br).


segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

País precisa aumentar exportações de camarão, diz ministro


O camarão precisa ter maior participação na pauta de exportação do agronegócio brasileiro, defendeu o ministro Blairo Maggi (Agricultura, Pecuária e Abastecimento), ao visitar áreas de cultivo do crustáceo em Aracati, no interior do Ceará. “A gente tem que explorar cada vez mais a cadeia produtiva do camarão para aumentar nossa presença no mercado internacional”, destacou Maggi, que está em viagem ao Nordeste para saber dos produtores dos setores de pescados e fruticultura quais as políticas públicas que o Ministério da Agricultura pode implementar para ampliar o volume de vendas no mercado externo.  

No encontro com produtores de camarão, o ministro também ressaltou a importância da indústria de transformação de pescados e de frutas para ajudar o país a conquistar maior fatia no mercado global. Esses estabelecimentos, assinalou, comercializam produtos com maior valor agregado. A meta do Mapa é elevar de 6,9% para 10% a participação do Brasil no comércio agrícola mundial nos próximos cinco anos. “Não vamos conseguir isso só exportando mais soja, milho e algodão”, acrescentou Maggi, ao defender que um maior número de cadeias produtivas agrícolas se somem ao esforço exportador brasileiro.

Na viagem ao Nordeste, o ministro está acompanhado do secretário-executivo Eumar Novacki e dos secretários de Defesa Agropecuária, Luis Rangel, e de Mobilidade Social, do Produtor Rural e do Cooperativismo, José Dória. “Viemos com nossa equipe de secretários para conhecer de perto as atividades das cadeias produtivas do camarão e da fruticultura. Estamos ouvindo as preocupações dos produtores para saber de que forma o Ministério da Agricultura poderá ajuda-los a gerar mais renda e emprego no estado e no país.”


CNA defende fim da cobrança de PIS e COFINS na Aquicultura


Brasília (DF) – Aquicultores de todo o país querem o fim da cobrança de PIS e Cofins, tributos que atualmente incidem sobre a ração, os alevinos e sobre os peixes vendidos para os frigoríficos.
O tema foi discutido na última reunião do ano da Comissão Nacional de Aquicultura da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), na terça (29), em Brasília. Os criadores avaliam que a incidência de 9,25% de PIS e Cofins prejudica o setor.
Segundo o presidente da Comissão Nacional de Aquicultura da CNA, Eduardo Ono, a aquicultura é a única cadeia que paga estes dois tributos hoje, enquanto setores como aves, suínos e bovinos são isentos desta cobrança.
É uma cobrança extremamente prejudicial. Outras cadeias não pagam e nós temos esta distorção tributária”, disse Ono.
Fiscalização
Outro tema da reunião foi o processo de fiscalização dos pescados importados. Alguns destes produtos entram no Brasil sob a suspeita de adulteração para aumento de peso e também do uso de produtos químicos para conservação. 
Em agosto, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) lançou uma norma para controlar a entrada destes peixes no país e já notificou várias empresas.

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Projeto desenvolve levantamento de custos para produção de ostras em Santa Catarina

O município de Florianópolis sediou o primeiro painel sobre ostras do País


Santa Catarina (SC) - O Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR/SC), órgão vinculado à Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (FAESC), promoveu nesta semana o projeto Campo Futuro desenvolvido, em âmbito nacional, pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

O município de Florianópolis sediou o primeiro painel sobre ostras do País. A aquicultura entrou no projeto em 2014 e, até o momento, foram promovidos 27 painéis em todo o Brasil nos quais foram trabalhadas tilápia, peixes redondos, pirarucu e camarão.

O Campo Futuro disponibiliza informações estratégicas para facilitar a tomada de decisões do produtor rural, mediante o acesso a um completo banco de dados do setor agropecuário, com a evolução sistemática dos custos de produção e da rentabilidade das principais atividades agrícolas e pecuárias e da publicação Ativos do Campo.

O projeto é desenvolvido por técnicos da CNA e da EMBRAPA. Os produtores rurais aprendem, de forma prática, a elaborar o orçamento e o custo de produção da sua atividade, além de utilizar instrumentos para o gerenciamento de riscos de preços, como derivativos agropecuários ou de produção e o seguro rural.

O superintendente do SENAR/SC Gilmar Antonio Zanluchi esclareceu que a metodologia do painel consiste na definição da propriedade típica da ostra. A qual se refere à realidade mais comum da região e de um determinado produto, considerado no estudo. Um grupo formado por técnicos e produtores conhecedores da realidade local se reúne para construir um sistema de produção mediante um debate aberto. “Juntos, eles montam uma planilha de custos de insumos e receita da faixa mais representativa da produção de cada município”, finalizou Zanluchi.

Durante o painel foi desenvolvido o levantamento de custos de produção de ostras com base no preenchimento de uma planilha em conjunto com produtores, professores e técnicos da área. A metodologia utilizada foi a de custo operacional efetivo, operacional total e custo total. “Com essas informações a CNA consegue levantar os principais aspectos que pesam na rentabilidade do produtor e realizar ações junto ao legislativo e executivo em Brasília, tentando sanar os problemas identificados”, esclareceu a assessora técnica da Comissão Nacional de Pesca da CNA, Lilian Figueiredo.

Também participam do projeto a FAESC, os Sindicatos Rurais, o SENAR, a EPAGRI e a EMBRAPA. “Os dados coletados também são direcionados para ações da Embrapa, nas questões de pesquisa e transferência de tecnologia do setor”, acrescentou Lilian.

De acordo com o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (Faesc), José Zeferino Pedrozo, esses indicadores têm como base os levantamentos de dados - chamados de painéis - realizados nos municípios representativos na produção agropecuária. “Depois, é feito o acompanhamento mensal dos preços dos insumos e dos custos de produção nessas localidades”, explicou Pedrozo.


domingo, 13 de março de 2016

Alunos do Instituto Federal do Pará protegem nascentes seguindo a receita do Sistema CNA/SENAR



Quase um ano após o Sistema CNA/SENAR lançar o Programa Especial de Proteção de Nascentes, que resultou em 1.782 nascentes protegidas somente em 2015, as ações continuam por todo o Brasil. O estado do Pará é um dos exemplos. Aproximadamente 40 acadêmicos do curso de Gestão Ambiental e Agroecologia do Instituto Federal do Pará (IFPA) e produtores rurais do sindicato dos produtores rurais de Bragança, que faz parte do Núcleo Regional Bragantino,  assistiram ao curso sobre o meio ambiente e protegeram três nascentes em dois sítios, duas no MAA-NAIN e uma no São José, no município, distante 220 quilômetros da capital, Belém.

O curso foi ministrado pelo instrutor do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Pará (SENAR/PA) e participante do programa CNA Jovem, Edivaldo Júnior. Ele falou sobre o Novo Código Florestal, Reserva Legal, Áreas de preservação permanente (APP) e a importância da água para o campo  e a cidade.

“Recebemos essa demanda dos próprios alunos do IFPA e como o interesse pelo curso de proteção de nascentes está grande nesta região, percebemos que produtores e a sociedade estão conscientes da importância e da necessidade de produzir e preservar a água, este bem tão importante para a atividade agropecuária”, destaca Edivaldo,  informando que novas ações estão previstas.

Edivaldo lembra que em 2015 o Pará protegeu 311 nascentes. Desse total, o Núcleo Regional Bragantino, que compreende 19 municípios, com 15 sindicatos rurais, protegeu 169 nascentes.

Para fazer a proteção das três nascentes os participantes seguiram os cinco passos do programa: identificar a nascente; cercar a nascente; limpar a área; controlar a erosão e replantar espécies nativas.

Para conhecer os cinco passos e aprender como proteger uma nascente assista ao vídeo abaixo:


sábado, 12 de março de 2016

Comissão Nacional de Aquicultura da CNA trabalha para aumentar a competitividade do pescado brasileiro

Olá estudantes e profissionais da Engenharia de Pesca, ótima notícia para nosso setor. Na ultima terça-feira (08/03) ocorreu a primeira reunião da Comissão Nacional de Aquicultura da CNA, onde foram debatidos questões pertinentes ao setor aquícola do Brasil, destacando os principais entraves para a atividade. Espero que essas ações continuem e que tenha efeito positivo para o setor aquícola e de pesca, precisamos urgentemente de mudanças, já ta mais do que na hora dos governantes em todas as esferas (municipal, estadual e federal) olharem com carinho nossa atividade, onde já está mais do que provado que é o setor econômico com maiores tendencias de crescimento, tendo como produto final carnes de excelente qualidade nutricional.

Comissão Nacional de Aquicultura da CNA trabalha para aumentar a competitividade do pescado brasileiro




Brasília (11/03/2016) – A Comissão Nacional de Aquicultura da Confederação de Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) realizou, nesta terça-feira, 08 de março, a primeira reunião do ano para traçar metas e ações prioritárias da cadeia em 2016. As demandas apresentadas visam especialmente o aumento da competitividade do produto nacional em relação ao pescado importado. “É preciso simplificar o licenciamento ambiental e a estrutura das indústrias. Somente dessa forma vamos começar a crescer na atividade”, frisou o presidente da Comissão, Eduardo Ono.

O presidente da Comissão explicou que hoje o processo de obtenção do documento legal para exercício da atividade é muito burocrático e discricionário, impedindo o produtor de ter acesso ao crédito rural. “Os aquicultores não conseguem fazer um planejamento em longo prazo e deixam de vender seu produto para as indústrias que, em alguns casos, só compram peixes de estabelecimentos com o licenciamento, o que, por fim, aumenta a ilegalidade no setor”, frisou.

Lilian Figueiredo, assessora técnica da Comissão da CNA, acrescentou que as exigências para a construção de uma planta industrial de pescado, outro grande entrave do setor, são muito complexas, com uma legislação muito rígida. “Por isso existem poucas indústrias, o que diminui cada vez mais a competitividade, baixando o preço pago ao produtor e aumentando o preço final do produto”.

Outro desafio prioritário para a Comissão é a definição de linhas para a pesquisa e o desenvolvimento na área de aquicultura. Hoje, falta direcionamento nas pesquisas, ou seja, cada pesquisador determina o foco de estudo, sem levar em consideração a real necessidade do setor. “O resultado prático desse tipo de trabalho não traz benefício nenhum ao produtor”, ressaltou Eduardo Ono.

A Confederação solicitou às federações de agricultura e pecuária sugestões sobre linhas de pesquisas, a fim de propor diretrizes para estudos. “Também queremos a implantação de um consórcio de pesquisa e desenvolvimento no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) com participação do setor produtivo, universidades, Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA Pesca e Aquicultura), Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes)”, completou.


Drawback - O analista de comércio exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Marcelo Landau, apresentou aos participantes da reunião o Sistema Drawback para insumos na aquicultura. O Regime, instituído em 1966, pelo Decreto Lei nº 31, consiste na desoneração tributária sobre insumos para utilização em produtos exportados. “O regime é um incentivo às exportações brasileiras e se aplica a todos os setores da economia”, disse o palestrante. De acordo com ele, o mecanismo reduz os custos de produção de produtos exportáveis, tornando-os mais competitivos no mercado internacional.

Durante a palestra, o coordenador explicou que existem três modalidades de drawback: a suspensão, isenção e restituição de tributos, porém as mais utilizadas são de suspensão e isenção. “A suspensão é caracterizada pela aquisição de insumos no mercado interno ou importação e suspende os pagamentos do Imposto de Importação (II), Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), PIS/COFINS e Adicional ao Frete para a Renovação da Marinha Mercante (AFRMM)”. E a de isenção baseia-se na importação de mercadoria para reposição de matéria-prima nacional utilizada em processo de industrialização de produto exportado.


sexta-feira, 11 de março de 2016

Panorama da cadeia produtiva do Pirarucu

Ativos: AQUICULTURA - Ano 2 - Edição 8 - Fevereiro de 2016.



Panorama da cadeia produtiva do Pirarucu

Por Manoel Xavier Pedroza Filho, Andrea Elena Pizarro Muñoz, Ana Paula Oeda Rodrigues, Fabrício Pereira Rezende, Adriana Ferreira Lima, Marcela Mataveli.

O pirarucu (Arapaimas gigas) é um peixe nativo da bacia Amazônica e apresenta enorme potencial para a piscicultura devido à sua rusticidade, crescimento acelerado - alcançando de 7 a 10 quilos em um ano -, além de respiração aérea obrigatória, característica que confere menor risco nas fases finais de produção quando as concentrações de oxigênio estão baixas. 

Leia na integra esse artigo >>> AQUI.