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quinta-feira, 14 de abril de 2016

Pesquisadores da UFPA descobrem três novas espécies de peixe

Belém (PA) - Três espécies de peixes acabam de ser descobertas em pesquisa desenvolvida por meio do Programa de Pós-Graduação em Ecologia Aquática e Pesca da Universidade Federal do Pará (PPGEAP/UFPA). São elas: Tometes ancylorhynchus, Tometes kranponhah e Myloplus zorroi. As espécies são provenientes de três bacias hidrográficas da margem esquerda do Rio Amazonas e conhecidas popularmente no Brasil como “pacus-curupeté”, “pacus-borracha” ou “pacus-de-corredeira”.

Os estudos iniciaram-se em 2013 e fazem parte da tese, em andamento, do aluno Marcelo Andrade, intitulada provisoriamente como “Diversidade e conservação dos peixes reofílicos da família Serrasalmidae (Teleostei: Ostariophysi: Characiformes)”, sob orientação do professor Tommaso Giarrizzo (PPGEAP/UFPa) e coorientação do professor Michel Jégu, do Museu Nacional de História Natural da França.

Biodiversidade 

Para Marcelo Andrade, a principal importância dessas descobertas é o conhecimento da biodiversidade e, neste caso, de uma biodiversidade ameaçada por ações antrópicas, pois trata-se de espécies que habitam exclusivamente cachoeiras e corredeiras dos rios amazônicos, ambientes seriamente danificados pelas construções de barragens para a geração de energia elétrica.

Abaixo, algumas características dos peixes, segundo o pesquisador.

Exemplar de Tometes ancylorhynchus. Foto: Marcelo Andrade.
Tometes ancylorhynchus - Encontrado nas bacias dos rios Xingu e Tocantins-Araguaia, nos Estados do Pará e Mato Grosso. É reconhecido por apresentar uma ligeira concavidade no perfil lateral da cabeça; nas demais espécies, este perfil é retilíneo. A espécie tem o focinho arredondado e curvado e o tamanho do peixe pode chegar aos 30 cm.

Exemplar de Tometes kranponhah. Foto: Mark Sabaj.
Tometes kranponhah – Localizado na bacia do rio Xingu, nos Estados do Pará e Mato Grosso. É identificado, principalmente ,entre as demais espécies, por ter uma mancha preta em formato de lágrima sobre o opérculo (região óssea localizada ao lado da cabeça). A espécie possui um focinho afilado. Tometes kranponhah alcança mais de 40 cm.

Exemplar de Myloplus zorroi. Foto: Marcelo Andrade.
Myloplus zorroi – Presente na bacia do rio Madeira, no Estado do Amazonas. É diferenciado, entre as espécies, principalmente por ter espinhos delgados na parte abdominal do corpo não formando uma quilha ventral. O tamanho corporal de Myloplus zorroi pode ultrapassar 47,5 cm.

Alerta

O doutorando explica que as populações de Tometes ancylorhynchus e Tometes kranponhah têm futuro incerto em parte da bacia do rio Xingu por causa da recém-terminada Usina Hidroelétrica (UHE) de Belo Monte, e que Myloplus zorroi já vem sofrendo com a perda de habitat na bacia do rio Madeira em razão da UHE de Dardanelos, no rio Aripuanã. Com os estudos da pesquisa, ele ressalta que “podemos afirmar, de maneira mais acurada, quais as necessidades dessa diversidade, quais as situações enfrentadas por ela e assim podermos traçar estratégias para a conservação.”

No entanto, o estabelecimento de Unidades de Conservação tem colaborado com a preservação dessa biodiversidade, pois as duas espécies de Tometes ocorrem na Estação Ecológica Terra do Meio, no rio Xingu, no Pará; e a  Myloplus zorroi ocorre no Parque Nacional dos Campos Amazônicos, no rio Roosevelt, Estado do Amazonas.

Publicação


Tometes ancylorhynchus e Tometes kranponhah foram descritas em artigo na revista Journal of Fish Biology e pode ser acessado aqui. 

A espécie Myloplus zorroi foi descrita na revista ZooKeys e pode ser acessado aqui.

Texto: Rafael Rocha – Assessoria de Comunicação da UFPA
Fotos: Marcelo Andrade, Alany Gonçalves e Mark Sabaj


sexta-feira, 11 de março de 2016

Panorama da cadeia produtiva do Pirarucu

Ativos: AQUICULTURA - Ano 2 - Edição 8 - Fevereiro de 2016.



Panorama da cadeia produtiva do Pirarucu

Por Manoel Xavier Pedroza Filho, Andrea Elena Pizarro Muñoz, Ana Paula Oeda Rodrigues, Fabrício Pereira Rezende, Adriana Ferreira Lima, Marcela Mataveli.

O pirarucu (Arapaimas gigas) é um peixe nativo da bacia Amazônica e apresenta enorme potencial para a piscicultura devido à sua rusticidade, crescimento acelerado - alcançando de 7 a 10 quilos em um ano -, além de respiração aérea obrigatória, característica que confere menor risco nas fases finais de produção quando as concentrações de oxigênio estão baixas. 

Leia na integra esse artigo >>> AQUI.


sábado, 23 de janeiro de 2016

Proposta de indicadores de sustentabilidade para parques aquícolas continentais: avaliação de um empreendimento na Amazônia

Olá empreendedores, segue abaixo um artigo bem esclarecedor sobre indicadores de sustentabilidade que podem ser utilizados para avaliar parques aquícolas continentais, além de trazer um pouco da experiencia obtida com a instalação do parque aquícola em Breu Branco no reservatório da Usina Hidroelétrica de Tucuruí.

Parque aquícola no reservatório da Usina Hidroelétrica de Tucuruí Fonte: Luís Figueredo.

Autores: Marcos Ferreira Brabo, Leandro de Araújo Ferreira, Galileu Crovatto Veras, Israel Hidenburgo Aniceto Cintra, Rosildo Santos Paiva, Rodrigo Yudi Fujimoto.

Resumo: O fomento à piscicultura em tanques-rede em grandes reservatórios públicos, nos chamados parques aquícolas, constituise na principal política do governo brasileiro para incrementar a produção de pescado. Este artigo propôs um conjunto de indicadores para avaliação da sustentabilidade de parques aquícolas continentais e o aplicou em um empreendimento instalado no reservatório da Usina Hidrelétrica de Tucuruí, Estado do Pará. Indicadores de sustentabilidade nas dimensões ambiental, econômica e social foram definidos, validados e mensurados por meio de revisão de literatura, observações in loco e entrevistas com atores sociais em excursões bimestrais ao parque aquícola no período de agosto de 2010 a julho de 2012. A proposta elaborada contou com 21 indicadores de sustentabilidade, sete em cada dimensão, responsáveis em formar seus respectivos subíndices e constituir um índice de sustentabilidade. Por meio dela, o parque aquícola foi classificado como pouco sustentável, com o subíndice econômico sendo o que mais acentuou a insustentabilidade, seguido dos subíndices social e ambiental. O conjunto de indicadores de sustentabilidade definido e a metodologia adotada mostraram-se práticos e de fácil compreensão.


Download do artigo completo - AQUI.