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sexta-feira, 9 de junho de 2023

A relação entre o pH, a alcalinidade e a amônia na piscicultura

Artigo escrito por Fabricio Salvador Vidal e Cesar Jun Hironaka Nakao em junho de 2018, apesar do tempo, essa relação entre pH, Alcalinidade e Amônia é uma relação super importante dentro da piscicultura, onde os autores souberam explicar de forma muito bem didática e sequencial, e por esse motivo trago a vocês para conhecimento e também para colocar em prática no seu empreendimento. 


Na piscicultura a qualidade da água é fundamental para a manutenção e crescimento dos peixes. Por isso, o produtor deve ficar atento principalmente com as concentrações de amônia (NH3), pH e alcalinidade. O desequilíbrio dessas concentrações pode provocar diversos distúrbios, desequilibrando o sistema de homeostase, o que desencadeia ainda mais o estresse, podendo ocasionar alterações reprodutivas, retardo no crescimento e morte dos animais. A relação entre o pH, a alcalinidade e a amônia inicia-se a partir do acúmulo de matéria orgânica nos tanques e viveiros, praticamente inevitável para a maioria dos sistemas de criação utilizados na piscicultura.

Tudo se inicia com a excreção dos peixes e com as sobras de ração não consumidas, que aumentam os níveis de NH3 e de CO2 do meio aquaso, que em contra partida acabam acidificando o meio. Parte dessa amônia acaba sendo oxidada em nitrito (NO2-), principalmente por proteobactérias aeróbias do gênero Nitrosomonas, e por proteobactérias do gênero Nitrobacter que oxidam o nitrito em nitrato (NO3-), reduzindo a concentração de amônia na água. Esse nitrato produzido muitas vezes é utilizado pelo próprio fitoplâncton presente no meio através dos processos de fotossínteses, aumentando o consumo de CO2 e concomitantemente liberando íons bicarbonato e carbonato na água.

Bactérias desnitrificantes anaeróbias que se desenvolvem na ausência de luz, também contribuem no consumo de nitrato transformando-o em nitrogênio gasoso, que facilmente se dissipa do ambiente aquoso para a atmosfera. A diminuição dos níveis de CO2 eleva o pH do meio e, o aumento dos níveis de bicarbonato e carbonato, aumentam a alcalinidade da água. A alcalinidade ajuda a controlar as variações do pH da água ao longo do dia através de seu poder de tamponamento. Muitas vezes é preciso recorrer ao processo de calagem para corrigir a alcalinidade dos tanques e viveiros. Para os peixes, a forma mais tóxica da amônia é a não ionizada (NH3) que está diretamente relacionada com a temperatura da água e a concentração do pH. Quanto mais elevados forem a temperatura e o pH, maior será a concentração de NH3.

Essa relação da amônia não ionizada com o pH e a temperatura deve-se ao fato de que o processo de nitrificação tem melhor desempenho em ambiente pouco alcalino. Então, nos horários em que o pH está elevado o processo de nitrificação está reduzido. O pH atinge seu valor mais alto durante a tarde que é o horário de melhor temperatura e luminosidade para o fitoplâncton realizar a fotossíntese. Em compensação, no período da noite, por não haver fotossíntese, haverá somente o consumo de oxigênio e a liberação de CO2. Logo, no período da manhã, a água estará com o pH baixo e níveis mais altos de CO2, aumentando os processos de nitrificação.

Fonte: https://gia.org.br/portal.

sábado, 19 de agosto de 2017

Monitoramento da qualidade de água da piscicultura por um peixe robô



Uma equipe de pesquisadores da Universidade Politécnica de Madrid em conjunto com a Universidade de Florença desenvolveu um robô que monitoriza a qualidade da água e se move como um peixe real.

Esta não é a primeira vez que cientistas anunciam a criação de robôs aquáticos para monitoramento da qualidade da água, a diferença é que houve aqui inspiração biomimética.

A biomimética é a inovação inspirada pela natureza. Esta tem quase 4 bilhões de anos de experiência e as soluções mais originais para resolver problemas. Por que não aprender com ela?

A indústria da aquicultura fornece quase metade de todos os peixes e frutos do mar consumidos no planeta. A prática depende muito do monitoramento da qualidade da água, deixando-a sempre limpa e saudável. Os peixes-robô usam sensores para monitorizar os níveis de pH e quando encontram áreas excessivamente ácidas ou poluídas, os padrões de natação do peixe mudam ao mesmo tempo que sinalizam onde é o local ruim.

Com isso o aquicultor pode tomar melhores decisões e agir no problema em estágio inicial. Cada peixe tem 30 cm de comprimento e é feito a partir de uma liga que flexiona exatamente como a espinha dorsal de um animal real. Os robôs não destoam do ambiente, por isso causam menos stress nos peixes. Isso é especialmente útil se o robô for reutilizado em futuros estudos comportamentais de seres aquáticos.

O futuro em que peixes-robô preservam a vida de peixes reais finalmente chegou!


sexta-feira, 19 de maio de 2017

Manejo adequado reduz impactos do frio na piscicultura

Manejo na criação de peixes. Foto: Foto: Jefferson Christofoletti.

Evitar alimentação em excesso, manter densidade adequada no viveiro e monitorar a qualidade da água são ações que podem evitar perdas na piscicultura provocadas pelo frio. Esses possíveis prejuízos são uma preocupação dos piscicultores com criações em regiões que apresentam ampla variação de temperatura, especialmente durante a chegada do inverno. A temperatura do ambiente é um dos fatores decisivos no cultivo de peixes.

Os cuidados para minimizar as perdas com temperaturas baixas e grandes variações de temperatura devem ser iniciados ainda no verão. O alerta é feito pela pesquisadora da Embrapa Agropecuária Oeste (MS) Tarcila Souza de Castro Silva. Ela explica que a temperatura do corpo dos peixes varia de acordo com a temperatura do ambiente, neste caso, da água. “Assim, fisiologicamente, o crescimento dos peixes está diretamente relacionado à temperatura do ambiente,” esclarece.

As recomendações aos produtores e técnicos estão disponíveis na publicação “Influência do Clima, Fenômenos e Mudanças Climáticas no Manejo da Piscicultura”, elaborada por Tarcila com os colegas Luís Antônio Kioshi Aoki Inoue e Carlos Ricardo Fietz, pesquisadores da mesma Unidade da Embrapa. Nesse trabalho, os especialistas explicam a influência do clima no desempenho e na sanidade dos peixes e apresentam ações para diminuir perdas na piscicultura.

O aumento das doenças na piscicultura, com a chegada do inverno, ocorre com maior intensidade em viveiros nos quais os peixes recebem mais alimentos do que o necessário durante o verão, prejudicando a qualidade ambiental. “Os peixes sofrem pela progressiva queda de qualidade de água no verão. Com a chegada do frio e as amplas variações de temperatura, começam os surtos de doenças e mortes”, explica o pesquisador Luís Antônio Inoue. Assim, manter a densidade de peixes adequada é uma das estratégias de manejo que podem contribuir com a redução dos prejuízos. “Essa densidade deve levar em consideração o tamanho do tanque e o suprimento de água e oxigênio”, destaca.

Capacitar mão de obra

O manejo alimentar deve receber atenção para que se possa evitar as perdas. “As taxas de alimentação devem estar de acordo com as recomendações para a espécie criada e a temperatura da água. É fundamental que o tratador esteja capacitado para observar se os peixes estão consumindo o alimento fornecido, para evitar perdas e deterioração da qualidade da água por excesso de ração”, acrescenta o pesquisador.

Outra estratégia importante de manejo destacada por Tarcila se refere ao monitoramento da qualidade da água e a utilização das boas práticas de manejo, com respeito contínuo aos limites recomendados de transparência, oxigênio dissolvido, pH, alcalinidade, dureza, amônia e nitrito. “Esses dados ajudam a garantir a qualidade do ambiente de criação”, afirma.

Despesca antes do inverno

Além disso, as práticas de manejo devem ser planejadas com antecedência e a previsão do tempo é uma ferramenta importante de consulta. “Sugerimos que o arrasto de rede e o transporte, por exemplo, sejam realizados antes da chegada do frio; assim, os peixes não serão submetidos a mais fatores estressantes, além dos naturais resultantes do clima frio”, salienta a pesquisadora.

“A adição de suplementos, como vitaminas (C e E), aminoácidos, pró-bióticos e pré-bióticos, antes de os animais passarem por condições estressantes, ajuda a aumentar a imunidade dos peixes”, informa Tarsila, ressaltando que a prática tem sido testada com êxito em muitos países. Esses suplementos devem ser misturados à ração comercial e fornecidos alguns dias antes de eventos críticos, como a chegada de uma frente fria. Ela acrescenta que a indicação de cada produto e seu modo de usar deve ser criteriosa e avaliada por um técnico.

O piscicultor de Laguna Carapã (MS) Edemar de Souza, que trabalha há quatro anos com criação de peixes, conta que a mudança da temperatura da água influencia diretamente o comportamento dos peixes, especialmente em relação aos hábitos de alimentação. “Quando a temperatura fica abaixo de 20ºC, os peixes comem menos, por isso reduzo a quantidade de ração para evitar problemas futuros”, revela.

Edemar acrescenta que antes de o inverno chegar, sempre que possível, ele envia alguns lotes para o frigorífico. Outra prática adotada por ele é reunir no mesmo tanque os peixes com mais de 200 gramas. “Depois do inverno, quando começa a esquentar novamente, os peixes demoram um pouco mais para crescer, e o desenvolvimento deles é mais lento”, conta Edemar. Outro cuidado adotado pelo piscicultor é evitar manejar os peixes durante o inverno. “Nessa época, a água está muito gelada e os peixes ficam mais sensíveis ao manejo. Além disso, a água fria também dificulta o meu trabalho. Evito ao máximo mudar os peixes de tanque durante o inverno”, conta.

Sul do Mato Grosso do Sul

Na região da Grande Dourados, no sul do Mato Grosso do Sul, é possível observar grandes amplitudes térmicas médias, ou seja, existe uma grande variação entre as temperaturas médias mínimas e máximas. “Um exemplo comum é registrar uma amplitude térmica diária de 20 °C, com a temperatura do ar ao amanhecer em 12 °C e no meio da tarde ensolarada chegando a atingir 32 °C. Além da variação pela amplitude térmica, existe ainda, na região, uma variação acentuada entre as estações do ano”, exemplifica o pesquisador da Embrapa Agropecuária Oeste, Carlos Ricardo Fietz.

Assim como as demais atividades agropecuárias, que têm sua produtividade diretamente ligada às condições climáticas, a piscicultura não é exceção. Um ponto fundamental é a escolha da espécie de peixe que será criada comercialmente em condições naturais. As principais espécies criadas em Mato Grosso do Sul são a tilápia (22,37%), o pintado ou surubim (21,04%), os redondos pacu e patinga (14,45%) e, ainda os híbridos tambacu e tambatinga (7,23%); além da produção de alevinos (peixes juvenis) contabilizada em 26,84%, de acordo com levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

“Grande parte dos peixes criados no estado são híbridos, principalmente, o pintado amazônico, a patinga e o tambacu. A hibridização é uma prática adotada por vários produtores da região. Porém, existem relatos de produtores na região da Grande Dourados sobre mortandade de híbridos como o pintado-amazônico e, principalmente, a patinga sob frio intenso, quando a temperatura da água atinge 12 °C ou menos”, esclarece o pesquisador Luís Antonio Kioshi Aoki Inoue. Segundo ele, mesmo a tilápia, considerada uma espécie resistente e rústica, também é susceptível às doenças, especialmente perto de extremos de oscilação de temperatura.

Fonte: www.embrapa.br.

domingo, 9 de abril de 2017

Peixes contaminados por mercúrio: ameaça ao ambiente e à saúde


De onde vem a contaminação por mercúrio nos ambientes aquáticos?


O mercúrio (Hg) é um metal naturalmente encontrado no ar, no solo e na água. Mas, atualmente, os valores de mercúrio no ambiente extrapolam os padrões de normalidade devido à atividades antropogênicas (causadas pelo homem).
Segundo o National Resources Defense Council (NRDC), as maiores fontes mundiais de contaminação ambiental por mercúrio são a queima de carvão mineral por termelétricas e as atividades de mineração.
Mercúrio
O mercúrio ocorre em estado líquido em temperatura ambiente, porém, quando a temperatura aumenta, ele é facilmente volatizado para a atmosfera na forma de vapor de mercúrio.
Um vez na atmosfera, o vapor de mercúrio pode ser depositado ou convertido em forma solúvel e incorporado ao ciclo da chuva. Quando solúvel, pode ser volatizado novamente e retornar à atmosfera, ou pode permanecer no meio aquático, onde será transformado em metilmercúrio [CH₃Hg]⁺ por micro-organismos presentes no sedimentos do ambiente aquático.
O metilmercúrio contamina toda a cadeia alimentar, desde o fitoplâncton até os peixes carnívoros. Por ter um longo tempo de permanência, o metilmercúrio se mantém incorporado ao tecido do organismo, após ingerido. Dessa forma, a concentração de mercúrio vai se tornando cada vez mais alta dentro da cadeia alimentar à medida em que os organismos se alimentam de outros que já apresentam o mercúrio acumulado em seus tecidos. Este processo é denominado bioacumulação.
Por tal motivo, os peixes carnívoros de topo de cadeia apresentam as concentrações mais elevadas de metilmercúrio. Ao incorporarmos esses peixes contaminados à nossa dieta, estamos nos incluindo neste processo e ingerindo altas concentrações de mercúrio.
Principais fontes antropogênicas de mercúrio no Brasil
O Ministério do Meio Ambiente aponta em relatório que existe uma carência de dados referentes às concentrações atmosféricas de mercúrio. Mas aponta a mineração do ouro e as queimadas de grandes áreas florestais como as principais emissões de mercúrio do país.
Segundo o relatório do Ministério de Minas e Energia, atualmente a produção do ouro tem se dado principalmente nos estados de Minas Gerais, Pará, Bahia e Mato Grosso, respectivamente.
Segundo o Ministério do Meio Ambiente, outras formas de exposição frequentes no país estão relacionadas às atividades de fabricação de cloro-soda, fabricação e reciclagem de lâmpadas fluorescentes, fabricação de termômetros, fabricação de pilhas e de material odontológico.
Intoxicação por mercúrio
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), existe uma relação direta entre as altas concentrações de mercúrio no sangue humano e o consumo de peixe contaminado por metilmercúrio
De acordo com o Diagnóstico Preliminar sobre o Mercúrio do Brasil, elaborado pelo Ministério do Meio Ambiente, 90% de todo o mercúrio presente em organismos de nível trófico alto (predadores do topo de cadeia alimentar) se encontra na forma de metilmercúrio.
O metilmercúrio [CH₃Hg]⁺ é considerado uma das formas mais nocivas do mercúrio ao organismo humano. É uma neurotoxina capaz de atravessar as barreiras placentária e hematoencefálica, afetando negativamente o cérebro em desenvolvimento. Por isso, mulheres em fase gestacional devem ter um cuidado ainda maior referente ao consumo de peixe possivelmente contaminado por mercúrio.
A exposição de mulheres grávidas ao metilmercúrio [CH₃Hg]⁺ pode provocar danos ao sistema nervoso dos bebês e causar deficiências de aprendizado e cognição na infância. Além disso, o Instituto Nacional de Câncer classifica o metilmercúrio como uma substância com possível efeito cancerígeno.
A intoxicação humana por mercúrio é um problema de saúde pública que afeta principalmente as populações ribeirinhas, que têm o peixe como base da dieta alimentar. Mesmo assim, o assunto deve receber a atenção de todos aqueles que consomem peixe regularmente.
Para a segurança do consumidor, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) possui uma portaria na qual estabelece que a concentração máxima de mercúrio não deve ultrapassar 1mg/kg em peixes predadores e 0,5mg/kg em peixes não predadores. Quando estes valores são ultrapassados, o lote de peixes é apreendido.
No entanto, essa iniciativa não tem impacto para reduzir os riscos aos quais as populações ribeirinhas estão expostas, nem para reduzir os danos ambientais causados pela contaminação. Para este caso, seria necessário atuar diretamente na redução das fontes de emissão de mercúrio.

quarta-feira, 29 de junho de 2016

Governo de SC libera áreas de cultivo de moluscos em Palhoça

Exames laboratoriais comprovaram que os cultivos de ostras, mexilhões, vieiras e berbigões estão livres da toxina diarreica

Outras 21 áreas monitoradas pelo Estado continuam interditadas. Foto: Diorgenes Pandini / Agencia RBS.
Santa Catarina (SC) - A Secretaria da Agricultura e da Pesca de Santa Catarina anunciou a suspensão de interdição das áreas de cultivo de moluscos bivalves nas localidades de Enseada do Brito e Barra do Aririú, no município de Palhoça. Exames laboratoriais comprovaram que os cultivos de ostras, mexilhões, vieiras e berbigões nessas duas localidades estão livres da toxina diarreica (DSP), o que libera a retirada, comercialização e consumo dos moluscos dessas áreas. Estas são as primeiras localidades liberadas e o restante do litoral catarinense permanece interditado, informa a secretaria, por meio de comunicado.

Desde o dia 26 de maio, a Secretaria da Agricultura e a Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) mantêm o litoral catarinense interditado, proibindo a retirada, comercialização e consumo de ostras, mexilhões, vieiras e berbigões das áreas de cultivo. A medida foi necessária por causa da presença de toxinas que podem causar intoxicação alimentar.

O representante do Laboratório Laqua-Itajaí/IFSC, Luis Proença, afirma que a maré vermelha que se instalou em Santa Catarina foi um fenômeno inédito no estado, com grande intensidade e em larga escala. Mas a expectativa é de que a situação se normalize nos próximos dias e haja a liberação gradativa das áreas interditadas. Segundo o governo de Santa Catarina, a toxina diarréica é produzida por algumas espécies de microalgas que vivem na água, chamadas Dynophysis, e quando acumuladas por organismos filtradores, como ostras e mexilhões, podem causar um quadro de intoxicação nos consumidores. A presença de Dynophysis é conhecida em Santa Catarina e, por isso, os níveis da toxina são regularmente monitorados pela Cidasc no litoral.


domingo, 3 de abril de 2016

‘Piscitech’: equipamento controla temperatura em tanques de piscicultura

Ferramenta garantirá aos piscicultores aumento na produção de peixes e pescado com maior qualidade na mesa do consumidor

O ‘Piscitech’ é um dos 40 projetos aprovados no âmbito do Programa Sinapse da Inovação. O programa é uma parceria firmada entre o governo do Estado, por meio da Fapeam, com a Fundação Centros de Referência em Tecnologias Inovadoras (Certi) (Divulgação).
Amazonas (AM) - Um equipamento capaz de controlar o parâmetro, qualidade da água, oxigênio dissolvido e temperatura em tanques de piscicultura está sendo desenvolvido por empreendedores no Amazonas.

Com apoio do governo do Estado, por meio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), a ferramenta chamada ‘Piscitech’ terá um valor mais acessível comparado aos modelos tradicionais comercializados e garantirá aos piscicultores um aumento na produção de peixes, além de um pescado com maior qualidade na mesa do consumidor.

De acordo com um dos responsáveis pelo projeto, Roberto dos Anjos Filho, o controle da qualidade da água é uma das principais dificuldades enfrentadas pelos piscicultores, uma vez que a água usada nos tanques influencia diretamente na produção e na vida saudável dos peixes.

“Além de realizar análise da água nos tanques, o equipamento também será capaz de enviar informações sobre tudo o que acontece no tanque de piscicultura para um controlador. Nós propomos a produção de um equipamento utilizando materiais bons e também recicláveis que deixarão o equipamento com um valor mais barato ao piscicultor”, disse Filho.

O pesquisador explicou que se a temperatura da água estiver alta o controlador poderá ligar uma válvula para circular a água.  Se o oxigênio dissolvido estiver baixo, também será possível acionar o aerador para aumentar o oxigênio dissolvido no tanque.

Segundo Roberto Filho, um dos principais motivos pelos quais os piscicultores não possuem o equipamento é devido ao valor alto do produto. Por isso, a maioria dos equipamentos são importados do Sul e Sudeste do Brasil, o que torna o produto caro e inviável para alguns produtores locais.

O ‘Piscitech’ é um dos 40 projetos aprovados no âmbito do Programa Sinapse da Inovação. O programa é uma parceria firmada entre o governo do Estado, por meio da Fapeam, com a Fundação Centros de Referência em Tecnologias Inovadoras (Certi), que visa transformar os resultados de projetos de pesquisa de universidades e instituições de ciência, tecnologia e inovação em produtos inovadores competitivos, além de fortalecer o empreendedorismo inovador.

Benefício aos piscicultores


A engenheira química Vera dos Anjos, que faz parte da equipe de pesquisa, disse que os piscicultores têm uma grande dificuldade em saber a qualidade da água e acabam não fazendo o monitoramento correto por não ter o equipamento.

Ela explicou que o ‘Piscitech’ também irá analisar a cor e informar se a água do tanque está adequada para os peixes.

“O peixe vai estar saudável, não vai acontecer o que se vê muito em viveiro, que é o peixe boiando porque morreu por falta de oxigênio ou algo relacionado a isso. Outros parâmetros também podem ser analisados, como a cor da água, saber se a água está realmente adequada ou se ela precisará ser renovada. Inclusive podemos fazer, futuramente, um reaproveitamento da água. Queremos auxiliar o piscicultor de uma maneira geral, desde a gestão do negócio até uma melhoria na produção dos peixes”, disse a engenheira química.

Para a criação da ferramenta, a equipe conta com profissionais especializados. Entre eles, há um médico veterinário, que atua no tratamento da sanidade do animal; uma engenheira química, que realiza a análise da qualidade da água; e um técnico mecatrônico, que atua na elaboração, funcionamento e manutenção do equipamento.

sábado, 12 de março de 2016

Princípios Químicos da Qualidade de água em Aquicultura



Olá estudantes, pesquisadores e profissionais, estou disponibilizando para download o raro livro "Princípios Químicos da Qualidade de água em Aquicultura" do Luis Arana, esse título é bastante difícil de se encontrado, até para compra-lo está difícil, achei na internet exemplares desse livro usado para venda.

Portanto, isso demonstra que o livro é muito bom, sendo indispensável a sua leitura e também na sua biblioteca pessoal. O livro está em formato PDF, ele foi escaneado de um livro bem utilizado, no entanto, diante da sua aparência desgastada, as informações contidas nele superam seu visual (risos).

Título: Princípios Químicos da Qualidade de água em Aquicultura

Referência: ARANA, L.V.; Princípios químicos de qualidade da água em aquicultura: uma revisão para peixes e camarões. Florianópolis, UFSC, 1997. 166p.

Faça download do livro >>> AQUI.

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