Capacitação de pequenos e médios produtores é o foco do acordo
O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) firmou um Acordo de Cooperação Técnica (ACT) com o Sebrae, visando impulsionar o empreendedorismo aquícola e o desenvolvimento sustentável da pesca e aquicultura no Brasil. Esse acordo estratégico tem como objetivo principal fortalecer o setor aquícola e pesqueiro, capacitando pequenos e médios produtores por meio de ações que promovem a inovação, competitividade e sustentabilidade.
Parceria estratégica para capacitação e crescimento econômico
O ACT une a expertise do Sebrae em apoio empresarial com o suporte técnico e regulatório do MPA. Essa colaboração permite o desenvolvimento de iniciativas que atendem às necessidades específicas dos produtores, facilitando o acesso a tecnologias inovadoras, boas práticas de gestão e novos mercados. Além disso, o acordo fortalece as cadeias produtivas e promove a formalização do setor, contribuindo para a geração de emprego e renda em comunidades pesqueiras e aquícolas.
Impacto no empreendedorismo aquícola brasileiro
Com foco na capacitação profissional e na criação de um ambiente de negócios favorável, essa parceria é fundamental para o crescimento econômico sustentável do setor. O ACT representa uma aliança estratégica que não apenas fortalece o setor, mas também assegura um futuro próspero e sustentável para os pequenos e médios produtores, unindo desenvolvimento econômico com responsabilidade social e ambiental.
Ações do ProAqui relacionadas ao acordo
Entre as principais ações do Programa Nacional de Desenvolvimento Sustentável da Aquicultura (ProAqui) vinculadas ao ACT estão:
• Estímulo à regularização ambiental e fundiária;
• Gestão e análise de dados e informações aquícolas;
• Fomento às diversas cadeias produtivas da aquicultura;
• Promoção de pesquisa, desenvolvimento e inovação no setor;
• Apoio às boas práticas de sanidade aquícola, biossegurança e bem-estar animal;
• Fortalecimento da comunicação e marketing do setor;
• Apoio às certificações que agregam valor aos produtos;
Cultivo em tanque rede de tilápias. Foto: revistagloborural.globo.com.
Até 2050, estima-se que a população mundial cresça em pelo menos 2 bilhões de pessoas. E, entre muitos outros aspectos, isso significa que precisaremos de muito mais alimentos. Pensando nisso, as consequências desse boom na demanda por alimentos ao redor do planeta já estão sendo previstas. Atualmente, já é possível ver como o planeta vem reagindo às práticas do agronegócio e a preocupação para o futuro não está apenas em garantir que bilhões de pessoas sejam alimentadas, mas também que isso aconteça da forma mais sustentável possível. A criação de gado para a alimentação é uma enorme fonte de emissões de gases de efeito estufa; além disso, é preciso lembrar os danos críticos causados aos ecossistemas oceânicos, com a pesca.
Pelo menos 3 bilhões de pessoas em todo o mundo já têm o peixe como sua principal fonte de proteína, então simplesmente recolher os anzóis e proibir a pesca nos oceanos é algo completamente fora de possibilidade. O setor de aquicultura global já está avaliado em US$ 243,5 bilhões (o que equivale a mais de R$ 930 bilhões), e segue crescendo a uma taxa de cerca de 6% ao ano. E um novo relatório fez recomendações de como estruturar uma indústria pesqueira sustentável, e mostra que encontrar formas melhores de produzir peixes pode ser uma oportunidade lucrativa para os investidores.
Um relatório intitulado “Towards a Blue Revolution” (ou “Rumo à Revolução Azul”, em tradução livre), realizado pelas organizações The Nature Conservancy e Encourage Capital, recomenda três formas para criar uma indústria de piscicultura sustentável e bem-sucedida: tanques de peixes terrestres, criação de peixes grandes (como salmão) no mar, e operações agrícolas em rápida expansão para mariscos e algas marinhas.
“Uma das principais coisas que estamos fazendo como organização é tentar encontrar soluções para alimentar 9 bilhões de pessoas no planeta até 2050, da maneira mais sustentável possível”, diz Robert Jones, líder global do programa de aquicultura da The Nature Conservancy.
“Pelos nossos cálculos, serão necessários cerca de US$ 150 bilhões a US$ 300 bilhões em investimentos e capital apenas para atender a demanda por frutos do mar até 2030”, continua Jones. “Esta é uma grande oportunidade de mercado e uma grande oportunidade para a conservação, se pudermos direcionar o capital para os sistemas de produção mais sustentáveis”.
A produção de peixe em terra, tecnicamente chamada de “Aquicultura em Sistema de Recirculação” (RAS), envolve a criação de peixes em piscinas gigantes. Basicamente, os peixes são cultivados em tanques usando a tecnologia avançada de filtragem para filtrar os resíduos. O tanque, que é fechado, garante que nenhuma sujeira ou peixe escape em cursos de água próximos. A água pode ser tratada para permanecer “tão boa ou melhor” do que quando foi bombeada, e os tanques podem estar localizados mais perto dos principais mercados para cortar os custos de transporte. Isso é especialmente importante para países como, por exemplo, os EUA, onde 90% de seu atual suprimento de frutos do mar é importado.
Quando os peixes são criados no mar, isso normalmente é feito perto da costa, onde águas rasas e fluxos de água mais fracos podem fazer com que os resíduos contaminem as águas a causem doenças. Mudar para águas mais profundas com correntes mais fortes significa uma melhor difusão – algo que também poderia evitar doenças e parasitas.
“A nova ciência está mostrando que os impactos da qualidade da água além de 90 metros dessas fazendas são geralmente muito reduzidos, e estudos mais recentes estão mostrando que não há impacto mensurável na qualidade da água ao redor dessas fazendas quando elas estão longe da costa, o que é algo muito relevante”, diz Jones.
As fazendas de piscicultura offshore e Aquicultura em Sistema de Recirculação atualmente representam menos de 1% de toda a produção de peixe no mundo, mas o preço e a curva de aprendizado para ambos estão caindo. A despesa inicial de capital para a RAS, por exemplo, caiu 400% a mais com do que a tradicional pesca com rede.
Há também os bivalves e as algas marinhas. Para Jones, esses são os “super-heróis” da produção de alimentos. “Eles têm propriedades únicas que podem fornecer benefícios ecológicos para o meio ambiente”. ele concluí. As ostras filtram o nitrogênio dos cursos de água em que vivem; e as algas marinhas fazem o mesmo com o nitrogênio e o dióxido de carbono, ao mesmo tempo em que proporcionam uma espécie de amortecedor da linha costeira, ajudando a Natureza a lidar com mares agitados, proporcionando um habitat em que mais espécies vivam – e mais pessoas estão pensando em novas formas inteligentes de introduzir as algas na alimentação das pessoas.
Então, quando nos perguntamos se a fazenda do futuro pode ser uma fazenda de peixes, a melhor resposta possível é: Por que não?
O Sebrae no Pará traz a você mais uma edição da Feira do Empreendedor, evento este que ocorre em vários estados do Brasil. O evento que tem como objetivo fomentar a criação de um ambiente favorável para a geração de oportunidades de negócio. Ela estimula o surgimento, a ampliação e a diversificação de empreendimentos sustentáveis, além de difundir o empreendedorismo como um estilo de vida.
Feira do Empreendedor 2018
Data: 16 a 19 de maio de 2018
Horários:
9h às 22h – Capacitações
14h às 22h – Pavilhão de Feiras
Local: Hangar – Centro de Convenções e Feiras da Amazônia. Av. Dr. Freitas, s/n – Marco. Belém - PA
Entrada Franca. Evento proibido para menores de 16 anos.
Marlene enfrentou o marido para manter a criação de gado de leite.
Com investimento, o resultado foi melhor do que o esperado.
Paraná (PR) - Uma jovem agricultora do Paraná mudou o perfil da fazenda da família. Ela era dona de casa, mas decidiu enfrentar o marido para manter a criação de gado de leite, que ele queria abandonar.
Da genética dos animais à qualidade do leite, tudo é de primeira. Uma propriedade modelo, que investe em tecnologia de ponta para produzir 2.200 litros de leite por dia, em duas ordenhas.
Há pouco mais de cinco anos, os donos da propriedade pensavam em desistir do negócio, queriam fechar a leiteria. Anselmo e Marlene Kaiut tocam o sítio que pertence à família há mais de 60 anos. São 46 hectares no município de Carambeí. “A gente estava passando por um momento de dificuldade financeira e, na época, o preço do leite estava baixo”, conta Anselmo.
Foi quando Marlene, que na época tinha 24 anos e cuidava da casa, decidiu mudar o rumo dessa história. “Eu não tinha envolvimento com as vacas, mas eu gostava. Então eu sabia que se conseguisse uma boa administração, uma administração melhor e com pouco mais de dedicação, a gente conseguia mudar, reverter um pouco quadro que a gente estava”.
Marlene assumiu o negócio, mas no primeiro dia descobriu que não seria fácil. “Eu já não sabia fazer o trabalho e quando cheguei aqui e falei para o funcionário que era eu que ia tomar conta agora da leiteria, a primeira coisa que ele me disse já é que ele não aceitava receber ordem de mulheres. Então esse funcionário já foi demitido, foi para casa. Quando foi umas 10h da manhã, chegou novo funcionário me pedindo trabalho e esse funcionário não teve problema nenhum em me ensinar e ser mandado por uma mulher. Não teve dificuldade nenhuma”.
Marlene, que é formada em administração de empresas, montou um plano de trabalho, foi atrás de assistência técnica e de financiamento para melhorar a qualidade do rebanho e modernizar as instalações.
A primeira ação foi reformar o galpão e o passo seguinte foi melhorar a alimentação do rebanho. Para isso, Marlene contou com a ajuda do Fernando Solano, nutricionista da Fírizia, cooperativa onde entrega o leite. “Essas vacas aqui hoje estão comendo na faixa de sete quilos de ração, um quilo de concentrado proteico, que seria concentrado a base de farelo de soja, e mais dois quilos de fubá, além da silagem”, explica Solano. Outra mudança importante: as vacas passaram a comer três vezes por dia.
Só comida boa não garante alta produção. É preciso, também, ter vacas de qualidade, que respondam bem ao trato. Quando Marlene assumiu o negócio, o rebanho do sítio tinha 60 animais. Hoje, de mamando a caducando, são 200. Mais de 100 em lactação, quase tudo da raça Jersey.
Para não perder tempo, depois da cobertura, as vacas fazem exame de ultrassom periodicamente. Assim dá para confirmar a prenhes e conferir o desenvolvimento do feto. O resultado é visto na hora da ordenha, que começa cedo.
A produção das vacas é pesada individualmente, uma por uma. A higiene é impecável. Desinfecção de úberes, teste para mastite e equipamento lavado depois de cada animal ordenhado.
Além de economizar tempo, como tem um índice muito baixo de contaminação, Marlene recebe mais pelo leite que entrega na cooperativa. Um bônus, que leva em conta também o teor de gordura, que é naturalmente maior nas vacas da raça Jersey. São 20 centavos a mais por litro.
O marido, Anselmo, faz hoje o que realmente gosta. Técnico em agropecuária, toca a parte agrícola da propriedade. Inclusive, produz toda a silagem que as vacas consomem.
Anselmo também participa de todas as decisões e ajuda na administração da propriedade, que também passou por uma grande mudança. Hoje, os gastos, rendimentos, compras tudo vai para o computador.
Hoje, Marlene é quase uma celebridade no universo das mulheres do agronegócio. Já ganhou vários prêmios e dá palestras para criadores e empreendedores pelo Brasil afora. Por isso, muitos estudantes vão até lá em busca de estágio.
A produtora tem dois funcionários que vivem no sítio e não se incomodam nem um pouco em ter uma mulher no comando. Com coragem, ousadia e muito trabalho, Marlene ultrapassa obstáculos, vence desafios e ainda educa duas filhas, Yohana, de 12 anos, e Eibelim, de um ano, mas ela ainda tem muitos outros projetos para concretizar. “Quero fazer um confinamento um composto. Vamos ver futuramente o que vai ser melhor. Vamos chegar a 140 animais em lactação, que já é o nosso projeto, porque o nosso barracão já está pronto para o futuro, para 140 animais em lactação”.
O oceanógrafo Murilo Canova decidiu investir na sua área de formação; criou a Ocean Drop e espera faturar R$ 3 milhões em 2017
Fonte: http://revistapegn.globo.com.
Santa Catarina (SC) - o catarinense Murilo Canova decidiu cedo, ainda na faculdade, que queria empreender. O desafio, entretanto, era inovar na sua área de atuação. Canova é formado em oceanografia e, segundo o jovem, a maioria dos empreendedores da área trabalha em negócios mais tradicionais, como consultorias ambientais. Por conta disso, decidiu trilhar outro caminho: investiu na produção de vitaminas em cápsulas a partir de microalgas. Em um ano, entrou para um programa de aceleração e faturou R$ 700 mil.
Canova conta que a ideia surgiu em 2012, quando Lucas Marder, um dos colegas do jovem envolvido no projeto, estudava as microalgas. Elas são plantas microscópicas aquáticas, consideradas responsáveis pela produção de uma biomassa rica em diversos nutrientes a partir de luz, dióxido de carbono e nutrientes presentes na água. “Vimos um nicho bem específico e uma oportunidade de negócio na área”, diz o empreendedor.
Fonte: http://revistapegn.globo.com.
Como as microalgas são utilizadas para diversos setores, desde tratamento de resíduos até produção de cosméticos, os jovens demoraram a encontrar um foco. Optaram por apostar no mercado alimentício por conta da ascensão do conceito de “superfood”, alimentos conhecidos por conter mais nutrientes do que a média – como é o caso das microalgas. Até tirar o projeto do papel, os jovens passaram por três anos de pesquisa. Em 2015, inscreveram a Ocean Drop no programa de aceleração Darwin Starter e foram selecionados.
Em 2016, lançaram os primeiros produtos da Ocean Drop. São dois tipos de vitaminas em cápsulas. As microalgas são cultivadas fora do país e o produto é finalizado internamente. “A espécie começa na natureza e é finalizada em laboratório. Começa com um modelo de agricultura e termina como uma coisa bem científica”, diz Canova. Um vidro de 240 cápsulas, com duração de dois meses, pode sair entre R$ 99 e R$ 188, dependendo do produto.
A Ocean Drop vende, em média 2500 unidades por mês. Segundo o fundador, a empresa faturou R$ 700 mil no seu primeiro ano de operação. E a projeção para 2017 é fechar o ano com um faturamento de R$ 3 milhões. “Para algumas pessoas isso pode ser algo estranho, mas está crescendo. A alimentação do futuro acontece agora.”
Empreendedorismo é a iniciativa de se criar novas oportunidades de negócio, sendo assim a base para empreender sustentada na boa ideia e na coragem de implementá-la. Novas empresas favorecem o empreendedorismo, mas grandes ideias foram responsáveis por transformar pequenos negócios ao redor do mundo nas maiores empresas do planeta.
A Aquicultura no Brasil atrai muito os empreendedores devido à paixão do brasileiro pelo pescado e nos últimos anos por nosso setor apresentar ótimas condições como futura fonte de renda. Essas condições favoráveis levam então ao empreendedorismo aquícola, que guarda surpresas àqueles que não estudaram o setor e não se prepararam para o que vem a seguir.
No mundo dos negócios a matemática é uma das ferramentas mais importantes e pode ser utilizada para avaliar, fazer e refazer as contas daquilo que sempre é o objetivo, ou seja, o lucro. Na aquicultura brasileira possuímos algumas variáveis que ao mesmo tempo que dificultam um pouco o uso da matemática, tornam o setor ainda mais atrativo e apaixonante.
Seria um erro dizer que o maior PIB de carnes do mundo pode ser um desastre quando falamos de Brasil, trata-se do país com maior potencial hídrico do planeta, falamos do celeiro do mundo e temos vocação para o agronegócio mas, conhecendo o setor podemos avaliar que as chances de grande sucesso são as mesmas do fatal fracasso. Isso porque estamos tratando de um setor que mesmo não sendo novo, está em formação e apresenta diversos problemas em relação ao cenário geral do país.
A aquicultura brasileira passa hoje pela formação de seu arcabouço legal e, portanto, apresenta dificuldades do ponto de vista de regularização, tributos, cadeia de suprimentos, etc. Além disso, nossos consumidores sequer nos conhecem como deveriam e de forma errônea ainda nos chamam de “pesca” e assim deixam de conhecer nossos maiores diferenciais.
É sábio então dizer que empreendedorismo aquícola mistura o que temos de melhor no ser humano: senso de oportunidade, paixão e arrojo, trazendo ao empreendedor um sentimento inigualável quando seu negócio vai em frente e alcança os objetivos projetados.
Portanto, como matemática não inclui os riscos e as oportunidades, o empreendedorismo aquícola se configura hoje como umas das sensações brasileiras no mundo dos negócios e pode nos levar a sermos um dos maiores e mais importantes produtores de pescado do planeta, com sustentabilidade nunca antes vista.
Bons negócios a todos!
Por ANDRÉ CAMARGO (Zootecnista, Pós-graduado em Gestão Agroindistrial pela UFLA, Mestre em Aquicultura pelo Caunesp e Sócio fundador da Escama Forte).
O Sebrae no Pará traz a você mais uma edição da Feira do Empreendedor, evento que tem como objetivo fomentar a criação de um ambiente favorável para a geração de oportunidades de negócio. Ela estimula o surgimento, a ampliação e a diversificação de empreendimentos sustentáveis, além de difundir o empreendedorismo como um estilo de vida.
Feira do Empreendedor 2016
Período: 16 a 19 de novembro
Horários: 9h às 22h – Capacitações e 16h às 22h – Pavilhão de Feiras
Local: Hangar – Centro de Convenções e Feiras da Amazônia. Av. Dr. Freitas, s/n – Marco.
Belém - PA
Entrada Franca. Evento proibido para menores de 16 anos. Maiores informações e inscrição, acesse o site: www.feiradoempreendedorpa.com.br.
Sobre o evento: A Feira do Empreendedor tem o objetivo de criar um ambiente favorável para a geração de oportunidades de negócio, além de estimular o surgimento e a ampliação de empreendimentos sustentáveis, por meio de orientações de consultores, palestras, workshops e cursos – a maioria deles de forma gratuita.
Cada evento também tem a presença de instituições financeiras que esclarecem os visitantes sobre acesso ao crédito, expositores de máquinas e equipamentos, representantes comerciais e de franquias, além de empresas de tecnologia que podem munir de informações os empreendedores interessados no mercado digital.
Uma boa matéria sobre o empreendedorismo, inovação e comunicação como ferramentas de destaque dos jovens no agronegócio. Como o blog incentiva o espírito empreendedor, essa é uma boa entrevista para que os jovens que desejam empreender no agronegócio, sobretudo na atividade aquícola possam ser guiar, acompanhe a leitura a seguir e assista ao vídeo.
Inovação, empreendedorismo e comunicação são os diferenciais para o jovem se destacar na agropecuária
Camila Telles, diretora de comunicação da Comissão Jovem da Federação da Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (FARSUL). Foto: Canal do Produtor.
É importante os pais incentivarem a continuação do trabalho no campo para que os jovens permaneçam no setor agropecuário. Afirmação é de Camila Telles, participante da segunda edição do Programa CNA Jovem e diretora de comunicação da Comissão Jovem da Federação da Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (FARSUL).
Camila concedeu entrevista ao Canal do Produtor TV diretamente do estúdio de televisão montado na 39ª Expointer. Ela comentou que a sucessão familiar é um dos temas abordados em vários eventos do setor agropecuário e que é importante o jovem se preparar para oferecer soluções diferentes que garantam resultados melhores.
Para Camila a modernização da agropecuária perpassa pelo investimento em comunicação, como a utilização das redes sociais que podem ser utilizadas pelo jovem para defender o agronegócio como o setor merece.
Olá amigos profissionais, estudantes e demais interessados, segue abaixo um assunto relevante abordado pelo site Conta Azul sobre as vantagens do empreendedorismo no Brasil. Aproveite a leitura. Caso queira aprofundar mais sobre o tema, acesse o site da Conta Azul, lá tem várias materias sobre empreendedorismo e de como lidar com as situações cotidianas de um negócio no Brasil.
Segundo dados do Governo Federal, todos os anos o Brasil ganha cerca de 600 mil novos negócios. Além deles, existem hoje em torno de 1,5 milhão de microempreendedores individuais. Em valores absolutos, ficamos apenas atrás da China no número total de empreendedores, com 21,1 milhões.
Esses dados apenas contribuem para afirmar que o empreendedorismo no Brasil está cada vez mais sólido. Não apenas para negócios mais tradicionais, como lojas, restaurantes e mercados, mas também para empresas de tecnologia, as startups. Esse cenário favorável, basicamente, se mantém por meio de um tripé muito conhecido em países desenvolvidos, mas que agora toma forma por aqui: educação, poder público e oportunidade.
Educação empreendedora
Antigamente, as universidades e outros órgãos ainda não viam o empreendedorismo como uma vertente a ser explorada. Era difícil encontrar bons cursos, livros e até profissionais dispostos a ensinar como se “forma” um empreendedor. Com o crescimento do número de pequenas e médias empresas, houve também o aumento no número de facilitadores de conteúdo sobre empreendedorismo.
Dessa forma, com o apoio de instituições de ensino, é mais fácil empreender no Brasil hoje. Há mais livros específicos sobre o assunto, mais pessoas disponíveis para contar suas experiências e até graduações inteiras voltadas a empreendedorismo. Isso demonstra um amadurecimento de todo o ecossistema empreendedor, não apenas das empresas.
Ajuda do poder público
O Brasil é famoso por dificultar a criação de novas empresas. Nossas leis exigem um número sem fim de documentos e a burocracia retarda e inibe novos negócios. Até por isso que muitos empreendedores ainda trabalham sem registro algum. Porém, nos últimos anos, o governo tem tentado mudar esse cenário através de novos políticas de incentivo, como a Lei do Microempreendedor Individual, o Simples e o recente programa Startup Brasil.
São progressos que incentivam o surgimento de novos empresários que criarão mais empregos e soluções para um país ainda carente em diversas áreas. Com isso, além de arrecadar mais impostos, o governo auxilia essa nova classe de empreendedores.
Um país de novas oportunidades
Comenta-se muito que o Brasil de hoje é o Estados Unidos da década de 50: um país propício a empreendedores dispostos a resolver problemas. A verdade é que atualmente o nosso país é melhor do que os Estados Unidos da década de 50. Temos um país cheio de oportunidades e problemas a serem resolvidos, desde uma estrutura falha de logística até a ascensão de uma nova classe média ansiosa por novos produtos e serviços.
Esse cenário criou um país aberto para novas empresas interessadas em criar valor para os seus consumidores. Nunca se teve tanto acesso à internet, por exemplo. Nunca tantas pessoas estiveram em contato umas com as outras como agora. Isso tudo, mesmo ainda com entraves burocráticos e com pouco dinheiro, cria um país perfeito para se empreender.
Em território verde amarelo, esses empreendedores ganham cada vez mais espaço, e há muita gente querendo entrar no clã: 76% dos brasileiros prefeririam ter um negócio próprio a ser empregado de terceiros — essa é a segunda maior taxa do mundo, somente atrás da Turquia.
Confira no infográfico abaixo os perfis dos diferentes tipos de empreendedores e o que eles buscam para crescer:
É claro que ainda temos muito o que conquistar. Nossas leis ainda emperram muitas ideias, o acesso ao dinheiro poderia ser facilitado, as universidades poderiam focar ainda mais em formar empreendedores. Esses pontos ainda precisam melhorar. Porém, estamos em franco desenvolvimento de um país empreendedor. De um país onde não queremos mais ser dependentes de produtos e serviços estrangeiros. Basta continuar trabalhando.
Uma comitiva da Universidade de Auburn, no Alabama (EUA), visitou o Estado de Alagoas nesta semana para trocar experiências e passar conhecimentos em aquicultura aplicados naquele país, com atenção especial para o cultivo de ostras. A visita foi promovida pela Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e Parnaíba (Codevasf), em parceria com o Sebrae e com a Secretaria de Estado da Agricultura, Pecuária, Pesca e Aquicultura (Seagri).
Na segunda-feira (11/04), a comitiva comandada pelo professor doutor William Walton foi recepcionada no município de Porto Real do Colégio, na região do Baixo São Francisco, e conheceu empreendimentos no cultivo de ostras no lado alagoano e no lado sergipano do Velho Chico. No dia seguinte, os especialistas estrangeiros conheceram a unidade depuradora de ostras no município de Coruripe, coordenada pela Seagri e pelo Instituto Brasileiro de Desenvolvimento e Sustentabilidade (IABS). De acordo com o assessor especial da secretaria, Edson Maruta, os americanos ficaram interessados pelo sistema de operação da unidade.
“A equipe da Universidade de Auburn realizou uma visita técnica à depuradora, onde fizeram muitas observações quanto ao aperfeiçoamento das práticas desenvolvidas no local, inclusive com relação às estratégias de logística de armazenamento e comercialização dos produtos”, explicou Maruta.
Na terça-feira (12/04), os técnicos do Alabama estiveram reunidos, em Maceió, com o secretário de Estado da Agricultura, Álvaro Vasconcelos, para discutir projetos voltados para a aquicultura alagoana. “Por determinação do governador Renan Filho, estamos realizando um diagnóstico para o desenvolvimento da pesca e da aquicultura do Estado”, disse o secretário. Na reunião com os americanos, Vasconcelos apresentou a possibilidade de parcerias em três linhas de ação.
“Podemos trabalhar na retomada das pesquisas em reprodução e produção de larvas do camarão pitu no Centro Xingó de Convivência com o Semiárido, em Piranhas. Também discutimos o apoio da universidade no desenvolvimento da pesca esportiva ao longo do rio São Francisco, uma vez que o Estado do Alabama tem grande experiência nesse segmento. Por fim, iniciamos as conversas para execução de projetos para estruturar a atividade da piscicultura ao longo do Canal do Sertão”, disse o secretário.
Ostreicultura
Na quarta-feira (13/04), a Seagri, o Sebrae e a Codevasf realizaram o seminário sobre experiências exitosas e casos de sucesso na ostreicultura brasileira. Técnicos de todo o Brasil participaram do encontro, bem como a comitiva de especialistas da Universidade de Auburn, que apresentaram o processo de implantação do cultivo e pesquisa em ostreicultura no Golfo do México, onde 16 empreendimentos nessa atividade foram instalados desde 2008. O fomento e a incubação de empresas, bem como as pesquisas na melhoria genética das sementes de ostras brasileiras também foram tema de discussão.
Segundo o coordenador de Revitalização da Codesvasf nacional, Eduardo Motta, a visita da equipe coordenada pelo professor William Walton serviu como incentivo ao crescimento da aquicultura na Bacia do São Francisco.
“Eles ficaram admirados com o que viram, mas apontaram a necessidade de um maior empreendedorismo e uma abrangência maior da atividade, a partir da potencialidade gigantesca encontrada na região. Aqui, os especialistas americanos puderam apresentar alternativas de desenvolvimento da aquicultura e na composição dos estoques pesqueiros, que estão em declínio na Bacia do São Francisco”, afirmou Motta.