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domingo, 14 de abril de 2024

Pesquisa avalia complemento alimentar para piscicultura de pequeno porte

Foto: reprodução/Instituto de Pesca.

“Criação e Implementação de um Modelo Prático para o Uso de Perifíton (alimento natural) como Complemento Alimentar em Piscicultura de Pequeno Porte” é o título de mais um projeto desenvolvido por estudante do Programa de Pós-graduação do Instituto de Pesca (IP-Apta), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do estado de São Paulo.

Conduzido pelo mestrando Wesley Theodoro, sob a orientação da pesquisadora Fabiana Garcia Scaloppi, e coorientação da pesquisadora Cintia Badaró Pedroso, ambas do IP-Apta, o projeto visa, como sugere seu título, criar um modelo prático e sustentável para implementar o uso do perifíton como complemento alimentar das espécies cultivadas em pisciculturas de viveiros escavados.

O perifíton é um conjunto de micro-organismos que aderem à superfície de substratos de ambientes aquáticos (pedras, madeiras, rochas, etc.) e servem como alimento para organismos como peixes, moluscos e crustáceos. Para o mestrando, “trabalhar com essa temática gera alguns desafios, por ser um manejo ainda pouco explorado, então nós esperamos conseguir resultados que expliquem com mais detalhes como funciona a dinâmica de alimentação com as espécies testadas”.

Neste mês de março, Wesley, as pesquisadoras e outra mestranda do Programa de Pós-graduação IP (PPG-IP), Daiane Romera, estiveram no local onde está sendo realizado o experimento: a Piscicultura Custódio, localizada no município de Mogi das Cruzes, que, além de disponibilizar o espaço, tem dado todo suporte na condução das atividades da pesquisa.

Para a orientadora, Fabiana, o projeto, quando realizado em piscicultura comercial, amplia as fronteiras do conhecimento e estreita a relação com a cadeia do pescado. “Estamos saindo dos ambientes acadêmicos e buscando soluções práticas do uso do perifíton nos ambientes produtivos”, comenta. A pesquisadora ainda destaca que “além da carpa, o projeto inclui uma avaliação inédita do uso do perifíton na alimentação da espécie nativa Piauçú, Leporinus macrocephalus”.

Fonte: https://souagro.net.

quinta-feira, 12 de outubro de 2023

Com crescimento expressivo em SP, piscicultura brasileira comemora aumento nas exportações

Cadeia bem estruturada faz tilápia ser a líder em produção e vendas externas do país

Tilápias. Foto: Vecteezy.com

O Brasil se destaca como um dos países com um imenso potencial de expansão na piscicultura em águas continentais na escala global. Esse cenário favorável não apenas decorre da sua vasta reserva de água doce, que é a maior do mundo, mas também se justifica pela abundante oferta de grãos para a produção de rações e pela presença de uma cadeia produtiva já bem estruturada.   

Um estudo realizado pela Embrapa Pesca e Aquicultura, em colaboração com a Associação Brasileira da Piscicultura (Peixe BR), revelou que o faturamento das exportações da indústria de piscicultura do Brasil aumentou em 15% durante o ano de 2022, atingindo um total de U$S 23,8 milhões. Esse desempenho representa o maior marco histórico alcançado pelo setor.  

A espécie de peixe mais significativa em termos de vendas para outros países é a tilápia (Oreochromis niloticus), que teve um notável crescimento de 28% nas exportações em comparação ao ano de 2021, atingindo um montante total de 23,2 milhões de dólares. Quarto colocado nacional entre os estados com maior participação nas exportações de tilápia, São Paulo registrou, em 2022, crescimento de 127% em relação ao ano anterior - o maior aumento observado. A liderança é do Paraná, que contribuiu com 58% do valor total exportado, seguido por Mato Grosso do Sul, responsável por 18%, e Bahia, com uma participação de 11%. Nacionalmente, as projeções indicam que as vendas continuarão a crescer em 2023, com expectativas otimistas tanto para o mercado interno quanto para o externo, com destaque para as exportações de tilápia inteira e filés congelados.   


Aumento na produção de peixes de cultivo 

No ano de 2022, a produção de peixes de cultivo no Brasil alcançou a marca de 860.355 toneladas, resultando em uma receita estimada de aproximadamente R$ 9 bilhões. Nos últimos anos, o setor registrou um aumento significativo, de 48,6%, passando de 578.800 toneladas em 2014 para o montante atual. Essa atividade econômica gera ainda cerca de 3 milhões de empregos diretos e indiretos, segundo os dados fornecidos pela Peixe BR.  

O Brasil ocupa o quarto lugar entre os maiores produtores globais de tilápia, sendo a espécie responsável por abranger 64% da produção total do país. Os peixes nativos, com destaque para o tambaqui, contribuem com 31% do total produzido nacionalmente, enquanto outras variedades representam 5%.  

Ainda conforme a Peixe BR, São Paulo é atualmente o segundo maior produtor nacional tanto de peixes de cultivo em geral, com 83.400 t, quanto de tilápia, com 77.300 t produzidas em 2022. Nos dois quesitos a liderança é do Paraná, com uma produção total de 194.100 t de peixes de cultivo no ano passado.  

Segundo a diretora-geral do Instituto de Pesca (IP-Apta), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de SP, Cristiane Rodrigues Pinheiro Neiva, o aumento da produção, principalmente da tilápia, gera benefícios para cadeia de valor da piscicultura. Isto se dá pelo incremento de empresas e produtores interessados na produção da espécie, seja em reservatórios no modelo de tanque-rede, seja pela produção de alevinos em viveiros escavados, seja na utilização de novas tecnologias de produção. “No Instituto de Pesca, esta espécie vem sendo amplamente estudada, principalmente em relação aos aspectos de sua sanidade, com objetivo maior de produção de vacinas; desenvolvimento de kits de diagnóstico de doenças emergentes; probióticos e prebióticos; e desenvolvimento de rações que possam melhorar e baratear o custo final de produção”, ressalta Cristiane. 

Fonte: www.pesca.sp.gov.brPor Adressa Claudino – Instituto de Pesca.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2023

Criação de Camarões de Água doce - Curso Online do Instituto de Pesca de SP

 


INFORMAÇÕES DO CURSO

Data: 10 de março. Horário: 9h às 17h.

Público-alvoprodutores, técnicos, estudantes e demais interessados.

Inscrição: clique aqui.

Vagas: 25.

Investimento: R$150,00 - Inscrição.

*Estudantes, estagiários do IP e pessoas com mais de 60 anos, pagam o valor promocional de R$100,00.

 

Resumo: O curso apresentará a carcinicultura de água doce de uma forma básica, a fim de proporcionar ao aluno a percepção de poder ou não se tornar um produtor de camarões. 


Coordenação: 

  • Dr. Helcio L. A. Marques (Pesquisador Científico - IP)
  • Dr. Marcello Villar Boock (Pesquisador Científico - IP)
  • Dra. Marcia Santos Nunes Galvão (Pesquisadora Científica - IP)

Informações: Caso tenha alguma dúvida ou dificuldade em relação à inscrição, entre em contato com a Fundag pelo e-mail: eduardo.freitas@fundag.br ou pelo telefone: (19) 3739-8035. Dúvidas em relação ao curso, entre em contato com o Prof. Dr. Helcio, coordenador do curso, pelo telefone (19) 99604-2601.

Programação

09h – 09h20 – Apresentação da Instituição e do curso

09h20 – 09h30 – Apresentação dos alunos

09h30 – 10h – Introdução: Histórico do cultivo de camarões de água doce / Valor econômico / Produção no Brasil

10h – 10h30 – Aspectos biológicos / Hábitos alimentares / Ciclo de vida / Reprodução

10h30 – 10h35 – Intervalo

10h35 – 11h – Larvicultura

11h – 11h15 – Fatores limitantes do cultivo: Clima / Água / Solo / Logística

11h15 – 11h45 – Características dos viveiros: Tamanho / Abastecimento / Drenagem / Taludes

11h45 – 12h – Preparo dos viveiros: Limpeza do lodo / Calagem / Adubação

12h – 14h – Intervalo

14h00 – 14h30 – Povoamento: Sistemas monofásico e bifásico / Predadores

14h30 – 15h – Manejo alimentar / Manejo hídrico / Biometrias

15h – 15h30 – Despesca seletiva e total / Abate / Conservação / Comercialização / Doenças

15h30 – 15h35 – Intervalo

15h35 – 16h – Certificação do produto / Comercialização / Marketing

16h – 16h30 - Licenciamento do cultivo / Viabilidade econômica

16h30 – 17h – Cultivo integrado de camarões e outras espécies

17h – Sessão de esclarecimento de dúvidas e encerramento


OUTRAS INFORMAÇÕES IMPORTANTES


1) Recursos didáticos utilizados: videoaulas, apresentações em PowerPoint e apostila em PDF.


2) Aplicação de avaliação de reação: o aluno receberá uma avaliação de reação, após o curso, a fim de contribuir para a melhoria contínua desta ação de aprendizagem.


3) Conheça os benefícios que você receberá:


a) plantão de dúvidas diretamente com os professores, em uma sessão previamente agendada, com até 1 (uma) hora de duração, até 30 dias após o encerramento do curso;


b) recebimento das apresentações do curso em PDF;


c) desconto de 50% no preço de uma visita técnica à propriedade, para avaliação de viabilidade técnica de implantação.


4) Os certificados serão enviados em até 15 dias úteis.