Hackathon apresentou inovações para a aquicultura brasileira

Equipe campeã da maratona de desenvolvimento de aplicativos - Foto: Daniele Klöppel.

“Conforme estudo de mercado, percebemos o potencial existente, oportunidade de mercado. Vimos também a possibilidade de aplicar nosso conhecimento e experiências com a tecnologia para ajudar a mudar a realidade da aquicultura em nosso estado e país, como também ajudar a mudar a vida dos pequenos produtores”. Essa foi, segundo Ailton Rodrigues, a motivação da equipe vencedora do Hackathon Aquitech, que aconteceu no final de outubro em Teresina-PI e envolveu a Embrapa e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). Ailton é um dos componentes da equipe 128 Bits, a campeã.

Os vencedores propuseram uma plataforma, tanto web como mobile, que procura ajudar o pequeno produtor a gerenciar seu negócio com foco na produção, na comercialização e na gestão financeira. “Iremos disponibilizar recursos para que o que ele já faz hoje no seu dia-a-dia em um caderno, prancheta ou até mesmo apenas em sua mente seja feito em um celular. Permitindo o melhor acompanhamento dos resultados e o mínimo de planejamento”, explica Ailton. E as boas ideias não pararam por aí.

Na segunda colocação, ficou a equipe do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Piauí (IFPI) de Oeiras. Fábio Rolim, que é professor de lá, relata a motivação para a participação na maratona de desenvolvimento: “nós entendemos que a piscicultura vive um momento de expansão em todo nosso estado, enxergamos então o hackathon como uma oportunidade de contribuirmos com essa expansão, oferecendo aos criadores uma ferramenta para auxiliá-los em seu dia a dia como piscicultores”.

No aplicativo desenvolvido pela equipe, foi trabalhada uma consultoria que, na visão de Fábio, “favorecerá o pequeno produtor que muitas vezes não dispõe de recursos financeiros suficientes para contratar profissionais especializados. Acreditamos que dessa forma romperemos as barreiras que comprometem o crescimento do piscicultor”.

Já a equipe Thesenvolver, que ficou em terceiro lugar no hackathon, apresentou “uma aplicação multiplataforma intuitiva onde qualquer produtor com o mínimo de conhecimento de leitura consiga usar e controlar os seus custos, seja pelo celular ou por um navegador”; quem explica é Josimar Alves De Sousa Júnior, um dos desenvolvedores.

Como prêmios, além da divulgação dos três aplicativos, até duas pessoas de cada equipe vão participar da Campus Party Brasil, tradicional evento da área de tecnologias de informação e comunicação que em 2018 acontecerá em São Paulo-SP entre 30 de janeiro e 4 de fevereiro. E a equipe vencedora, a 128 Bits, também receberá consultoria técnica especializada para ajudar no desenvolvimento efetivo da proposta apresentada, visando a transformá-la em um negócio financeiramente rentável. Isso vai acontecer de janeiro a junho do próximo ano.

Ideias e parceria– Daniele Klöppel é da área de Transferência de Tecnologia da Embrapa Pesca e Aquicultura (Palmas-TO) e participou da organização do hackathon. Segundo ela, “no geral, as ideias foram bastante criativas, o pessoal se mostrou bastante interessado, eles foram realmente atrás de entender um pouquinho como é a cadeia produtiva, que tipo de problema eles poderiam estar resolvendo com um aplicativo”.

Sobre a parceria com o Sebrae, Daniele destaca a união das áreas de atuação de cada empresa. “Para a Embrapa, essa parceria é muito interessante, justamente porque existe a junção de duas expertises. A Embrapa pôde comparecer com a parte técnica mesmo da aquicultura, oferecendo palestras, tirando dúvidas. E o Sebrae dá um suporte muito importante na área que é expertise dele, que é a parte de mercado, de como inserir isso daí na parte de gestão. Como são expertises diferentes e que se complementam, essa parceria é fundamental pra que a gente consiga realmente promover o desenvolvimento da aquicultura no país”, afirma.

As melhores propostas – Os três aplicativos premiados tiveram as seguintes equipes em seu desenvolvimento:

1º lugar / 128 Bits: Ailton Rodrigues (cursando MBA em Negócios), Victor Hugo (graduando em Tecnologia), Filipe Machado (graduando em Tecnologia) e Filipe Augusto (graduando em Designer)

2º lugar / IFPI de Oeiras: Fábio Luiz Almeida Rolim (professor de Informática), Robson Freitas (professor de Informática), Sebastião Pereira do Nascimento (professor de Agronomia), Marina Bezerra da Silva (professora de Administração) e Cícero Eduardo de Sousa Walter (professor de Administração)

3º lugar / Thesenvolver: Josimar Alves De Sousa Júnior (professor de dança e desenvolvedor web), Gabriel Reis (desenvolvedor web) e Francisco Lima (técnico agrícola)

Fonte: www.embrapa.br.