Projeto em Santa Catarina prevê o cultivo de tainha em cativeiro

Olá empreendedores, a reportagem é de julho do ano passado, no entanto, essa reportagem deixa bem claro a importância de investimentos voltado ao cultivo de espécies de importância econômica. Muitas das espécies que consumimos já se encontram em estado de sobreexploração, precisando urgentemente de alternativas para evitar o declínio ou mesmo a extinção das mesma, garantindo ao mercado consumidor peixes de qualidade, e o melhor, durante o ano todo!


As baixas safras da tainha, registradas nos últimos anos, motivaram um projeto da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) em conjunto com a Epagri/Ciram. O estudo prevê a criação do pescado em cativeiro. A ideia é que em dois anos já se tenha um sistema de produção consolidado.

Segundo a Federação de Pescadores de Santa Catarina (Fecapesca), no ano passado a safra foi de 1,3 mil tonelada. A temporada de 2015 ainda não terminou, mas a safra não deve passar de 1,5 tonelada.

O projeto pode acabar com a incerteza de uma boa safra e com a espera dos consumidores para saborear a tainha somente em uma época do ano.

"O objetivo é levar para o aquicultor a possibilidade de ter uma nova espécie pra cultivar em cativeiro, ofertando a tainha num período que não é o da safra. De repente teremos tainha o ano inteiro para o consumidor", explica Fabiano Muller da Silva, gerente do Centro de Desenvolvimento de Aquicultura e Pesca da Epagri.

Ideia é que em 2 anos já se tenha um sistema de
produção consolidado (Foto: Reprodução/RBS TV)
A última desova rendeu cerca de 100 mil tainhas, que estão sendo cultivadas em tanques de cativeiro. Elas estão com um mês de vida, e nessa idade têm cerca de um centímetro.

Depois de três meses, elas são levadas para um tanque externo, onde o crescimento dos peixes é analisado. A ideia é que em dois anos já se tenha um sistema de produção consolidado, e que a tecnologia possa ser transferida para empresas do estado.

"A gente está muito satisfeito. Os resultados, tanto da desova quanto da criação dessas larvas, foi muito positivo. Então nós estamos já com um números significativos de larva para fazer mais experimentos esse ano", explica o professor da UFSC, Vinícius Cerqueira.

A criação da espécie em cativeiro pode ainda permitir períodos de defeso mais longos, melhorando, futuramente, a pesca no ambiente natural. Além disso, complementar a quantidade de tainha no mercado, resultando na melhora do preço para o consumidor.

Foto: exemplar de Tainha (Mugil sp.). Fonte/; wp.clicrbs.com.br.